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Covid-19 provoca quebra de 46% nas vendas da H&M

Depois da Inditex, é a vez da H&M reportar uma redução nas vendas em março. Gigante sueca prevê que tendência de baixa se mantenha no 2.º trimestre do ano.

O novo coronavírus está já a impactar nas contas das grandes retalhistas de vestuário. Depois da Inditex ter anunciado uma quebra nas vendas de 24% nos primeiros 15 dias de março, é agora a vez da gigante sueca H&M anunciar uma quebra de 46% nas vendas durante o mês de março.

Uma quebra tanto mais acentuada quando comparada com os resultados do 1.º trimestre do ano (o ano fiscal da H&M começa em dezembro), período em que viu as vendas crescerem 8%, para os 5 mil milhões de euros. Já os lucros registaram um crescimento de 140% no 1.º trimestre do ano, para 176 milhões de euros, quando comparado com igual período do ano anterior.

A empresa deixou, no entanto, um aviso, «os resultados do próximo trimestre serão muito negativos», uma vez que a quebra das vendas não será compensada pelo corte de custos.

O corte de custos operacionais estimado para o 2.º trimestre é de 25%.

O grupo, com presença em Portugal e lojas repartidas por 54 mercados, num total de 5.065 lojas, tinha a 31 de março encerrada mais de 75% da sua rede.

A boa notícia, anuncia a gigante sueca, é a reabertura das lojas na China, onde aos poucos os espaços comerciais começam a reabrir.

«Cada vez que temos que manter as lojas fechadas, a situação torna-se mais exigente», afirma Helena Helmersson. «Tomámos uma série de medidas contundentes em compras, investimentos, rendas e trabalhadores em todas as áreas de negócio, mas lamentavelmente temos que implementar reduções nos mercados mais afetados, o que tem consequências para dezenas de trabalhadores», explica a CEO da H&M, em declarações citadas pela Bloomberg.

Entre as medidas implementadas pela retalhista de moda está a não distribuição de dividendos e a diminuição do salário em 20% dos altos quadros da empresa.

A H&M considera que a «situação atual é extraordinária e terá enorme consequências para muitas empresas, tanto no nosso sector como noutros».

Enaltecendo o diálogo entre empresas e os diferentes Governos, a H&M agradece «as diversas medidas que os Governos têm introduzido para aliviar os custos das empresas», mas sublinha que «é preciso introduzir medidas adicionais».