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Crescimento à vista na Coltec

“Semear para colher” parece ser o lema adotado nos últimos anos pela Coltec. A empresa portuguesa especialista em laminagem tem vindo a realizar novos investimentos em tecnologia e a diversificar a sua oferta, nomeadamente na área da moda, para continuar a crescer.

Só em 2015, a empresa de Guimarães investiu cerca de 300 mil euros em novas tecnologias para expandir a sua área de atuação, dos têxteis-lar, que ocupam ainda 60% da produção, para produtos mais ligados ao universo da moda. «Estamos nesta área já há três anos, mas no ano passado fizemos um investimento considerável e estamos a desenvolver coisas novas», revelou Eduardo Neves, um dos administradores da empresa, num artigo publicado na edição de março do Jornal Têxtil.

Soluções de contracolagem, colagem de espuma e membranas e aplicação de filmes de poliéster por hot melt fazem parte das propostas na área da moda, que de há três anos para cá se juntaram ao portefólio de serviços de laminação têxtil, colagens diretas e revestimentos com termoadesivos e autoadesivos para diversos sectores, incluindo calçado, automóvel, construção, saúde e desporto.

«A área da moda está a correr bastante bem, estes últimos dois anos têm sido bastante bons, temos tido bastante procura neste tipo de artigo – inclusive já aumentamos o parque de máquinas por causa desta área», revelou o administrador. «Conseguimos principalmente baixar os nossos custos e continuar a manter uma qualidade ótima para o cliente», acrescentou.

E como “tecnologia ao serviço da criatividade” é um dos lemas oficiais, a Coltec conta agora com mais pessoas no departamento de desenvolvimento de produto, elevando o número de funcionários da empresa para 41 pessoas.

O volume de negócios da empresa, que exporta direta e indiretamente cerca de 90% da sua produção, manteve-se praticamente inalterado em 2015, à volta dos 5 milhões de euros. Um valor que deverá subir entretanto. «Como conseguimos fazer coisas com mais valor acrescentado, temos tido mais procura. Esperamos que no futuro venha a surtir resultados. Aliás, estamos convencidos disso», afirmou Eduardo Neves.

Com Espanha, França e Bélgica como principais mercados, a Coltec está ainda a tentar chegar a novos destinos, nomeadamente os EUA. «Penso que a conjuntura atual, com o dólar na situação em que está, é muito interessante para a nossa empresa. Mas ainda estamos a estabelecer os primeiros contactos», destacou o administrador.

Para já, os primeiros indicadores são positivos, tal como as vendas registadas em janeiro e fevereiro. «Comparando com janeiro e fevereiro do ano passado, já tivemos um crescimento à volta dos 10%», apontou. No entanto, a meta para a totalidade do ano é mais modesta, com um aumento de 5%. «O mercado interno está a recuperar, principalmente na área da moda, mas o crescimento será principalmente na exportação», referiu o administrador.