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Crialme atinge a maturidade

A empresa de confeção de vestuário, que emprega perto de 500 trabalhadores e fatura anualmente cerca de 15 milhões de euros, especializou-se em fatos para homem e 70% da produção é feita à medida.

Fernando e Rui Meireles

Aos 34 anos de idade, a Crialme já é uma empresa madura, que sabe o que quer. Especializada em fatos para homem, sobretudo feitos à medida, a empresa de Paredes começou por fabricar calças e depois «gradualmente fomos adicionando produtos e agora também temos casacos. Houve sempre uma aposta muito grande em trabalhar produtos de gama alta, com qualidade acrescida e em trazer valor para o tipo de produto que estamos a fazer. Hoje, a nossa capacidade produtiva interna é à volta de 450 fatos por dia» revela, ao Portugal Têxtil, o administrador Rui Meireles.

A Crialme emprega perto de 500 pessoas e tem 70% da sua capacidade alocada à produção de fatos por medida, sendo que o grupo conta ainda com subcontratados na zona. «Atualmente, os EUA e o Norte da Europa são os nossos mercados principais. Mas estamos a procurar diversificar e entrar noutros mercados mais do Sul. Inicialmente, a nossa aposta era no mercado italiano, movimentando também o nosso mercado principal a norte da Europa e EUA. 99% da nossa produção é para exportação», explica Rui Meireles.

O administrador da produtora de vestuário destaca ainda que o grosso do trabalho é «mais para marcas, a insígnia Crialme é recente e será para utilizar naquilo que são os nossos produtos, que é vestuário por medida».

Entretanto, a especialista na confeção de fatos para homem lançou uma plataforma digital para que os clientes possam estar em contacto com o processo de produção. «Vai no âmbito do que têm sido os investimentos da empresa. E a tipologia de produto obriga-nos a esse investimento, é uma necessidade que temos de ir na automatização de processos, porque é aí que conseguimos efetivamente ganhar tempo, tornando tudo mais rápido e, de facto, acabamos por mais rentáveis», afirma Rui Meireles. A Crialme demora, em média, 15 dias a terminar um produto desde que entra na plataforma até que está finalizado.

A Crialme, fundada em 1984 por Fernando Meireles, registou um volume de negócios na ordem dos 15 milhões de euros no seu último exercício fiscal. «Esperamos, para os próximos anos, um crescimento sustentado. Estamos virados mais para França, um mercado que está a abrir-se para o nosso tipo de produto. Inglaterra também. São dois mercados que iremos procurar expandir», reconhece Fernando Meireles.  «Os EUA são uma realidade diversa. Temos uma grande parte da nossa faturação nesse país, mas não podemos fazer concorrência aos nossos clientes. Vendemos para empresas que distribuem, fazem a peça por medida e nós prestamos esse serviço cá», admite.

A Crialme recebeu a visita de uma comitiva da IACDE (International Association of Clothing Designers and Executives) no passado dia 27 de abril, que se deslocou à fábrica durante a sua convenção anual que decorreu no Porto (ver Não sejam robôs. Sejam humanos. E boa sorte).