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Criança continua a crescer – Parte 1

Os dez principais mercados de roupa de criança estão a crescer a um ritmo de 6 a 7 por cento ao ano, prevendo-se que gerem vendas no retalho na ordem dos 131,5 mil milhões de dólares em 2012, de acordo com o divulgado por um novo estudo desenvolvido pelo just-style. Para além das boas notícias para os retalhistas e fornecedores, continuam a existir oportunidades em diversas áreas, como a roupa de marca, a roupa de gama baixa, os produtos licenciados e o vestuário para rapaz.O mercado da roupa de criança está altamente fragmentado a uma escala internacional mas, de acordo com o estudo do just-style, o seu crescimento está a ser fomentado por duas tendências-chave: o desenvolvimento do retalho nas economias emergentes e o aumento na venda de artigos de luxo nos mercados dos países desenvolvidos.Nos países emergentes, para além dos pais possuírem mais dinheiro para gastar, também querem gastar mais dinheiro com os seus filhos. Esta tendência dá aos retalhistas de todos os níveis, desde artigos de preço baixo até aos artigos de luxo, a oportunidade de expandirem para novas regiões geográficas. Nos mercados desenvolvidos, a tendência para o luxo está também em alta. Este é um efeito que resulta do crescimento do mercado de luxo na roupa de senhora e de homem, assim como noutras categorias, como a decoração para o lar.De acordo com a estimativa apresentada no estudo "Global market review of children's wear – forecasts to 2012", os dez principais mercados internacionais (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, China, Índia, Rússia e Japão) são responsáveis por vendas n valor de 92,6 mil milhões de dólares no retalho de vestuário infantil.Tendências no retalhoSegundo o relatório, poucos retalhistas e marcas dominam efectivamente este sector numa determinada área específica. As lojas especializadas têm registado bons resultados no mercado de roupa de criança, assim como os retalhistas internacionais, quando focalizados num nicho de mercado específico neste segmento de vestuário.Por outro lado, os retalhistas internacionais, não possuem a capacidade de servir mercados mais pequenos com a facilidade e a rapidez das lojas comerciais. Os consumidores esperam que as lojas tenham uma oferta mais actual e exclusiva, enquanto que as grandes superfícies comercializam os artigos básicos, marcas próprias e marcas de gama baixa.Na roupa destinada a crianças mais pequenas, principalmente crianças em idade pré-escolar, as grandes superfícies dominam as vendas em praticamente todos os mercados. As crianças crescem rapidamente e normalmente gastam muito a roupa, pelo que os pais tendem a considerar o vestuário como sendo simultaneamente "descartável" e funcional, pelo que existe em oferta uma vasta selecção de artigos de moda a preços baixos, o que aumenta o fluxo de consumidores. E, apesar dos pais valorizarem as questões ligadas com o estilo, as marcas mais caras são geralmente reservadas para ocasiões especiais.A segunda parte do artigo vai focar as questões relacionadas com o alargamento da linha de produtos para englobar o vestuário de criança, assim como o panorama no consumo internacional.