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Crise não poupa Luella

Um ano pode fazer toda a diferença. Que o diga Luella Bartley que, apesar de ter ganho o prestigiado prémio de Estilista do Ano do British Fashion Awards, viu-se confrontada com cruel realidade da actual recessão económica mundial. Em comunicado enviado à Reuteurs na semana passada, a empresa epónima da criadora de moda britânica afirma ver-se obrigada a «suspender as suas actividades, depois do seu principal patrocinador ter anunciado que não investiria mais na empresa». De igual forma, a Luella Bartley Ltd. informou que a sua principal fornecedora em Itália, a Carla Carini, fechou inesperadamente no passado mês de Outubro, deixando a marca sem qualquer condição de poder atender aos pedidos para a Primavera-Verão 2009/2010. «Esta é uma situação muito decepcionante para todos os envolvidos e que infelizmente nos apanhou de surpresa. Mas a verdade é que não existem condições para continuar a comercializar a minha marca», explicou com desalento a criadora britânica, que tinha vindo a arrecadar inúmeros elogios por parte da imprensa especializada em moda. Bartley fundou a empresa em 1999 e as suas colecções eram reconhecidas pela mistura divertida de vestidos de festa com detalhes punk, dando a todas as suas peças uma originalidade irreverente. Assim, conseguiu conquistar muitos clientes de uma faixa etária jovem, que apreciavam estilo e irreverência. Celebridades como Alexa Chung, Lilly Allen e as filhas do cantor Bob Geldof eram suas clientes e fãs incondicionais do seu trabalho. «As minhas peças são fáceis de usar e é o tipo de roupa que qualquer pessoa pode vestir e sentir-se elegante, mesmo em situações más», afirmou a criadora de moda. Tendo sido uma das criadoras mais influentes do estilo “Brit Pop”, Luella Bartley misturou influências tradicionais britânicas – casacos de casa Crombie, por exemplo – com detalhes modernos e originais. A criadora era igualmente bastante procurada pelos seus acessórios para o cabelo e pelas bolsas que desenhava. Os vestidos – que custavam em média 800 dólares – eram outra das peças mais procuradas pelos consumidores, em grandes armazéns ou lojas multi-marca. Apesar de toda a notoriedade, a crise conseguiu levar a melhor a uma marca que prometia continuar a surpreender e a ganhar adeptos.