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Cristina Barros à conquista do Oriente

A marca portuguesa abriu um showroom em Hong Kong há dois anos, mas a pandemia obrigou a colocar a expansão a Oriente em pausa. Agora, contudo, a Cristina Barros está empenhada em retomar em força as vendas nessa região do globo, com Taiwan e Macau na lista dos mercados-alvo.

Joaquim Cunha

Com uma quota de exportação de 80% e a aumentar, a Cristina Barros não tem poupado esforços no seu desenvolvimento internacional, sendo o Extremo Oriente mais um passo no caminho da globalização. «Abrimos o showroom em Hong Kong há dois anos, mas depois estivemos parados. Retomámos em 2022 e o primeiro semestre já foi bom. O segundo está melhor e para o próximo ano será ainda melhor», afirma Joaquim Cunha, CEO da marca, que integra o grupo que inclui também as empresas Blackspider e Cubos de Algodão. «Vamos agora para Taiwan e para Macau. Temos que apostar nos países mais longínquos que não estão a ser afetados pela crise», revela ao Portugal Têxtil.

A marca tem showrooms um pouco por todo o mundo, incluindo Irlanda, França, Espanha e EUA, numa panóplia de localizações que lhe permite, juntamente com a presença em feiras internacionais, ter vendas em diferentes mercados, muitos deles em expansão, incluindo Reino Unido e Alemanha. «O mercado do Reino Unido tem estado dinâmico, há muitas empresas que abandonaram o mercado, mas nós continuamos. Sentimos também dinamismo na Europa Central – trabalhamos muito com a República Checa, a Polónia, e temos sentido melhorias, porque os artigos têm que chegar à Rússia na mesma e chegam por aí, são distribuídos para o Cazaquistão e para o Quirguistão através da Europa Central. A Alemanha também tem sido um mercado que nos está a surpreender, porque parou na altura da pandemia, mas agora está a voltar, porque também é uma plataforma para mandar depois para outros países», explica o CEO.

Apoios à internacionalização tardam

As feiras fazem igualmente parte da estratégia da Cristina Barros, que recentemente esteve na Who’s Next, em Paris, no Modtissimo, na Momad, em Madrid, e Coterie, em Nova Iorque. «Abre-se sempre novos mercados: o Kuwait, o Brasil, Grécia, a Turquia, clientes de todo o mundo procuram-nos», indica Joaquim Barros. Uma parte importante da disseminação da marca, que está atualmente a aguardar a definição por parte do Estado para os apoios à internacionalização para planear os próximos certames. «Estamos à espera do pacote de financiamento. Para já ainda não há, não sei quando vai abrir, estamos à espera há três meses. E já vem tarde.  Como é que vamos planear as coisas?», questiona.

Depois de um aumento de 10% no volume de negócios nos primeiros nove meses deste ano, para os próximos três meses as expectativas são, de alguma forma, cautelosas. «Acho que neste momento estamos todos a ver como é que vai correr. Temos as nossas vendas feitas, agora é só uma questão de saber se há muitas repetições ou não. Vamos chegar ao fim do ano com um aumento de 10% das vendas em relação ao ano passado», aponta o CEO da Cristina Barros, que em 2021 registou um volume de negócios de 2 milhões de euros. «Vamos chegar aos 2,2 milhões de euros», acredita.

As perspetivas para o próximo ano são igualmente de crescimento. «Vamos ter um aumento de 10% das vendas já no primeiro semestre de 2023», adianta Joaquim Cunha.