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Cristina Barros a crescer diariamente

Com uma quota de exportação na ordem dos 80%, a Cristina Barros exporta da Trofa para vários lugares do mundo, da Espanha até à Rússia. Feiras internacionais e showrooms são as maiores apostas numa altura em que a marca «cresce todos os dias em novos mercados».

Costa do Marfim, Costa Rica, México e Chile. Foram estes alguns dos novos países aos quais a Cristina Barros conseguiu chegar depois de passar, em setembro último, pela Who’s Next em Paris. A marca, produzida 100% em Portugal, exporta para Espanha, França, Rússia, Bielorrússia, Polónia, República Checa e Lituânia (ver Cristina Barros na crista da onda). «Todos os dias estamos a crescer em novos mercados», afirma, ao Portugal Têxtil Joaquim Cunha, o CEO e sócio-gerente da Cubosdalgodão, a empresa que detém a Cristina Barros e também a marca Blackspider.

Batizada em honra da designer que assina a criação da marca portuguesa do design à confeção, a Cristina Barros está neste momento a concretizar um investimento numa linha de produção nova para um tipo de produto que atualmente subcontrata e vai começar a produzir dentro deportas, explica Joaquim Cunha.

Mas o maior investimento da empresa, que conta com cerca de 40 trabalhadores, é em feiras internacionais. A Cristina Barros marca presença em salões de Londres, Birmingham, Madrid, Paris, Poznan, Moscovo e Porto. «Fazemos todas as feiras que existem a nível europeu e, inclusive, fazemos a Rússia. No próximo ano, vamos fazer um novo investimento que é a abertura do um showroom em Hong-Kong», adianta o CEO.

Além disso, a marca é presença assídua em showrooms por toda a Europa. «Não estamos na Trofa a vender para a Europa. Temos showrooms em Dublin, Londres, Paris, Marselha, em Espanha temos quatro showrooms… E isso é um esforço muito grande a vários níveis. Todas as semanas temos pessoas a viajar, a ver os nossos showrooms, a dar assistência e a visitar os nossos clientes. Estamos aqui, num país tão pequeno, e para conseguir sair, temos que estar presentes lá fora. Ainda é muito complicado eles [os clientes internacionais] chegarem a Portugal», reconhece.

Manter a qualidade e o made in portugal

A marca de vestuário, admite Joaquim Cunha, «não é para qualquer pessoa». «O cliente tem que dar valor à qualidade, que é o nosso foco. Tudo o que é português é feito com muita qualidade e com muito amor», sublinha. É precisamente esse cunho nacional que é valorizado internacionalmente. «O “made in Portugal”, neste momento, está no auge», assegura. «Vestimos a senhora que sabe o que quer, com conforto, qualidade e pormenores. A confeção portuguesa é uma mais-valia que temos lá fora, que agora também se está a refletir em Portugal», considera.

Com 6 milhões de euros de faturação, Joaquim Cunha assume que, para manter a qualidade, a empresa não almeja crescer mais. «Em Portugal, neste momento, temos um défice de mão de obra. Não podemos crescer muito mais, caso contrário vamos perder qualidade ou, então, temos que subcontratar a outros países e isso não queremos. Não queremos sair de Portugal, a nossa bandeira é o “fabricado em Portugal”. Se passarmos esta barreira que estamos agora, vamos ter que subcontratar e ir fabricar para a Polónia ou para Marrocos. E não é o que queremos neste momento», conclui.