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Cristina Barros em tons de verde

A marca de vestuário de senhora continua a apostar nos EUA com a abertura de um novo showroom mas, desta vez, na Carolina do Norte. A sustentabilidade é também uma das prioridades da Cristina Barros que está já a trabalhar numa técnica de denim ecológica para a coleção primavera-verão 2021.

Marco Costa

Caracterizada pelos detalhes, pelo «design arrojado» e «especialmente pela qualidade», a marca que está presente por toda a Europa destina-se a senhoras com «gosto chique e que gostem de vestir peças diferentes», define Marco Costa, diretor comercial e financeiro.

Criada em 2001, a marca, que surgiu na mesma altura que a Blackspider, a empresa por detrás da Cristina Barros, continua a crescer com a aposta cada vez maior em showrooms. Com olhos postos nos EUA, em 2019, a Cristina Barros escolheu a Califórnia como destino de abertura para um showroom. A Carolina do Norte é a próxima, com a data de inauguração prevista ainda para fevereiro. «Começámos em negociações em fins de 2019. Vai arrancar este mês. Neste momento o nosso foco é nos EUA, tentar consolidar mais o mercado e projetar a marca lá», revela Marco Costa.

De modo a «complementar os showrooms», a Cristina Barros marca presença em feiras como a Pure em Londres e a Coterie em Nova Iorque. «Os clientes, quando nos procuram, já sabem o que é que à partida vão encontrar. Acompanhamos a qualidade com o design, a forma tem resultado e vamos continuar assim», afirma Marco Costa.

Em Madrid, na feira internacional de moda Momad, onde está igualmente presente, a marca destacou a coleção outono-inverno 2020. «Estamos a apresentá-la em todas as feiras internacionais. Está a correr muito bem. [Os clientes] ficaram muito entusiasmados principalmente com o tipo de material que escolhemos para os nossos casacos e com os padrões dos vestidos e das túnicas», conta ao Portugal Têxtil.

No entanto, é na próxima estação quente que se escondem as novidades da marca, que conta com uma quota de exportação de cerca de 70%. «Neste momento estamos a tentar arranjar materiais diferentes que possam diferenciar a próxima coleção. Já estamos a trabalhar a primavera-verão 2021», desvenda. «Nas gangas estamos a falar com o nosso colaborador para tentar fazer uma lavagem que permita poupar mais água e até mesmo sem utilizar água, para tornar o processo mais sustentável», acrescenta o diretor comercial e financeiro.

Mudar hábitos

A Cristina Barros, que tem vários pontos de venda em lojas multimarcas, quer sejam físicas ou online, está também a adotar algumas mudanças no âmbito da distribuição em prol do meio ambiente. «Muitas vezes o nosso cliente quer a encomenda dividida. O que vai fazer é que vai acarretar mais gastos de transporte, vai haver mais consumo de energia, vai ser mais dispendioso em termos de caixas, de tudo. Se fizermos o envio todo junto é uma maneira de ser mais sustentável», explica Marco Costa.

As metas sustentáveis para concretizar em 2020 não ficam por aqui, uma vez que a Blackspider pretende evitar o uso de plástico no envio dos produtos da marca, uma medida que será implementada entre julho e agosto.

«Estamos a tentar desenvolver um material que seja mais sustentável. Por exemplo, normalmente utiliza-se o plástico para proteger as peças. Estamos, juntamente com os nossos parceiros, a tentar desenvolver um papel suficiente resistente para reutilizar», adianta, salientando que a marca está a «tentar modificar alguns hábitos que são fáceis de alterar e que facilmente podem ter impacto».

Com um volume de negócios que, entre as vendas feitas a partir de Portugal e de Espanha, onde detém uma empresa própria, «rondou os quatro milhões de euros» em 2019, os mercados têm evoluído «bem» para a Cristina Barros. «Claro que alguns, como o Reino Unido, com esta questão do Brexit até haver este desenvolvimento final, sofreram alguns percalços pelo caminho, mas pensamos que agora vamos recuperar. Só o mercado do Reino Unido é que quebrou um bocadinho. Nos outros estamos a crescer todos os anos», remata Marco Costa.