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Cristina Barros na crista da onda

A surfar a onda da internacionalização, a marca Cristina Barros tem encontrado o equilíbrio na diversificação de mercados. Rússia e Hong Kong estão já no horizonte, mas Espanha, França e Alemanha continuam a ser portos seguros.

Garantindo postos de trabalho diretos a 25 pessoas e com uma quota de exportação na ordem dos 60%, a Cristina Barros – batizada em honra da designer que assina a criação da marca 100% portuguesa do design à confeção – cedo começou a atracar nas feiras internacionais do sector. Os salões de Madrid, Paris, Londres, Moscovo, Poznan e Berlim já conheceram as coleções da marca de vestuário posicionada no segmento médio-alto, mas o espírito navegador do CEO Joaquim Cunha faz com que a viagem vá continuando e se recuse a uma velocidade de cruzeiro.

«Estamos numa onda muito grande de internacionalização, estivemos este ano pela primeira vez na CPM Moscow, mas já temos clientes na Rússia, Bielorrússia, Polónia, República Checa e na Lituânia», enumera num artigo publicado na edição de setembro do Jornal Têxtil, ressalvando que no mercado russo se trata de um «grande cliente» que os «obrigou» a visitar a feira. «Trata-se de uma cadeia de lojas russa que trabalha com o segmento médio-alto, a única marca portuguesa com a qual trabalha é a Cristina Barros e está muito interessada em aumentar as compras em Portugal», explica o CEO e sócio-gerente da Cubosdalgodão, empresa que detém a Cristina Barros e também a marca Blackspider.

Entre as viagens que têm como destino o ex-país dos czares, estão também os desembarques no Império do Meio. «Temos um cliente em Hong Kong que tem dois grandes centros comerciais – é um dos nossos principais clientes», revela Joaquim Cunha.

Juntam-se depois à lista o mercado espanhol – primeiro destino de internacionalização da marca –, francês, alemão e, também, italiano, onde entrou em 2016 e constitui, na opinião do CEO, «um mercado muito apetecível».

Na bagagem das viagens, a Cristina Barros leva blusas e vestidos femininos e românticos que privilegiam as sedas, as peles, as rendas, o brilho das lantejoulas e os padrões florais – mas volta sem eles. Em 2016, a marca duplicou as vendas.

«Fechámos o ano com aproximadamente 5 milhões de euros e isso deveu-se à internacionalização», reconhece Joaquim Cunha. «Começámos a internacionalização há cinco anos e temos vindo a crescer nos mercados, os clientes que nos compravam para cinco lojas, agora compram para 10», conclui.