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Dar o primeiro passo na moda

Desde o seu nascimento que o Espaço Bloom tem como missão promover os jovens talentos e, a par do lançamento de criadores como Daniela Barros ou Estelita Mendonça (ambos nomeados este ano para um Fashion Award da FashionTV), esta plataforma integrada no Portugal Fashion está a dar também a oportunidade de promover as escolas nacionais e, sobretudo, os seus recém-formados, que dão agora os primeiros passos no mundo real da moda. «O Bloom é a plataforma jovem do Portugal Fashion, onde cabem claramente as escolas, portanto a maior parte dos desfiles dos designers que apresentamos são fornadas que acabam de sair das escolas», explica Miguel Flor, coordenador do Espaço Bloom e coordenador do curso Técnico de Design de Moda da Escola de Moda do Porto. «É uma forma dos alunos virem experimentar, é um primeiro passo, um empurrão, no fundo, para que prossigam, façam melhores coleções, que nos mostrem ótimos portefólios para depois serem selecionados como designers individuais», acrescenta. Um percurso habitual, já seguido por outros designers como Elionai Campos, ex-aluna da ESAD – Escola Superior de Artes e Design, Carla Pontes ouJoão Melo Costa (também nomeado para um Fashion Award), ambos ex-alunos do Modatex, que nesta edição tiveram espaço para desfiles individuais. «É naturalmente o primeiro passo para os lançar no mundo da moda», considera Dolores Gouveia, responsável de marketing do Modatex, que na última edição do Espaço Bloom, em outubro, esteve representado, no desfile coletivo, com as propostas de Sofia Macedo, Cristina Laíns e Mafalda Fonseca, mas também com desfiles individuais de Ana Segurado e Carlos Couto. A escolha de quem desfila não é fácil, numa escola com alunos capazes de criar «excelentes coleções», como faz questão de frisar Dolores Gouveia, mas critérios como a execução e a criatividade são “pontos de honra”. «As questões da capacidade de execução, a parte técnica do produto, como é que ele está realizado, e a parte criativa, naturalmente, são pontos fundamentais na seleção dos trabalhos», explica a responsável de marketing. Os mesmos critérios sobrepõem-se na seleção da ESAD. «Não escolhi só as melhores alunas – claro que, como prémio, as melhores alunas tinham de estar aqui – mas também tive em conta o processo do trabalho e da coleção. Acho que exigia muito a qualidade, a confeção, a modelação…», revela Maria Gambina, coordenadora da licenciatura de moda da ESAD, que ficou «muito satisfeita», com as apresentações dos coordenados de Mariana Magalhães, Joana Cunha, Ana Oliveira, Maria Petracchi e Catarina Ferreira. Para os alunos de todas as escolas, esta é, sem dúvida, uma oportunidade única. «Penso que tanto para mim como para os meus colegas, é muito bom ver o nosso trabalho ser aqui exposto, visto que o Portugal Fashion é um espaço muito reconhecido a nível nacional e internacional. É um prazer estar aqui hoje a representar a escola», explicou Diogo Martins, no final da apresentação coletiva da Escola de Moda do Porto, que contou ainda com a participação dos alunos Ana Catarina Pereira, Cláudia Marques, Cristiana Martins, Iva Silva e Tatiana Pereira. «Foram selecionados os coordenados mais fortes, apenas 10 coordenados, para salientar a escola. Quisemos fazer uma performance, algo mais forte, para mostrar que a própria escola é também um local de experimentação. É uma escola profissional e, como tal, é a escola onde eles dão os primeiros passos no design de moda, onde aprendem a desenhar, onde têm as primeiras noções de tendências, de vestuário, de modelação, etc. E portanto, como há esta experiência, achamos por bem fazer algo mais performativo», justifica Miguel Flor. Tudo para “empurrar” estes novos talentos para as passerelles da moda. «É realmente um privilégio poder estar aqui e podermos apresentar as coleções deles, porque este espaço é incrível, as equipas são incríveis, os manequins são ótimos, funciona tudo muito bem. Realmente começo a achar que o Bloom é do melhor que se faz neste momento», resume Maria Gambina.