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Defender a ITV

O Ministro Indiano dos Têxteis voltou a prometer medidas para ajudar a indústria têxtil indiana, menos de duas semanas após ter anunciado a criação de 10 milhões de novos postos de trabalho no sector nos próximos cinco anos e o objectivo de aumentar a sua taxa de crescimento dos 6% para os 8%-10% (ver ITV pede mais apoios). No lançamento de um estudo sobre o impacto do abrandamento global na indústria têxtil e de vestuário da índia, Dayanidhi Maran afirmou que o Governo vai introduzir um conjunto de medidas a curto prazo. Estas irão incluir a isenção de impostos de serviços, taxas de juro mais baixas no crédito pré e pós exportações e um apuramento mais rápido dos impostos sobre as vendas e impostos especiais. As medidas a médio prazo irão centrar-se na estratégia, no Programa de Financiamento de Actualização Tecnológica, no Programa para Parques Têxteis Integrados e na Missão Tecnológica para o Algodão. A longo prazo, «há a necessidade de melhorar as infra-estruturas, fazer reformas à lei laboral e proceder à criação de uma nova orientação de negócio da indústria em linha com as tendências globais», afirmou Maran. A indústria têxtil e de vestuário, que representa cerca de 12% das exportações da índia, está particularmente empenhada em assegurar o alívio das cargas fiscais no Orçamento 2009-2010, apresentado este mês. O Ministro quer também iniciar as negociações para criar uma Política Nacional de Fibras e diversificar as exportações além dos mercados dos EUA e da UE para mercados não-tradicionais como o Japão, a Nova Zelândia, a ásia Ocidental e a Austrália. «O Governo vai alargar a sua ajuda à indústria para procurar oportunidades em novos mercados, para aguentar a concorrência dos nossos países vizinhos e ultrapassar as medidas proteccionistas que estão a ser adoptadas pelos países desenvolvidos», afirmou Maran. O relatório sobre o “Impacto do Abrandamento Económico na Indústria Têxtil e de Vestuário” sublinha que as exportações indianas de têxteis e vestuário no ano até Março de 2009 permaneceram estagnadas nos 22 mil milhões de dólares (cerca de 15,73 mil milhões de euros), após terem sido afectadas pelo abrandamento nos seus principais mercados. Mas sublinha também que a falta de políticas concretas está a ter um impacto negativo no crescimento do sector, incluindo as leis laborais restritivas do país, atrasos nos pagamentos dos reembolsos e a falta de uma política de fibras abrangente. E afirma que a indústria tem de dar passos imediatos para explorar novos mercados fora da UE e dos EUA, assim como tomar medidas para aumentar a sua base de competências.