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Depois da Burlington agora a Galey & Lord

Três meses depois da Burlington, mais uma gigante americana pede falência mas, contudo, a Galey & Lord anunciou que não iria fechar nenhuma fábrica. A Galey & Lord acabou por escolher “o caminho mais viável para reestruturar o seu Balanço e aceder a um novo Fundo de Maneio”, anunciou o grupo numa declaração, acrescentando que as operações não serão afectadas. A Galey & Lord também entrou num acordo financeiro de 114.38 milhões de euros com o seu agente bancário, Wachovia, ao abrigo do Capítulo 11 do Código de Falência. As subsidiárias Internacionais não estão incluídas neste Capítulo, adiantou o grupo. A empresa tem uma forte presença no mercado Europeu, através dos seus negócios com a Swift e a Klopman. A Swift é uma grande fabricante de denim nos estados Unidos e na União Europeia, tendo também uma fábrica sediada na Tunísia. A Klopman é líder no vestuário de trabalho e também produz e vende tecidos de sportswear para o mercado europeu. O grupo também fabrica fio de algodão retorcido e tecidos de algodão que são vendidos pela divisão de vestuário da empresa. A Galey & Lord já reduziu substancialmente as suas capacidades nos Estados Unidos e no México em 2001. Uma série de fábricas e armazéns foram fechados para fazer baixar os custos. Cerca de 3300 funcionários mexicanos foram despedidos e centenas de trabalhadores americanos estão agora a deixar a empresa. Como resultado do programa de reestruturação e também devido ao abrandamento das vendas no retalho americano, as receitas desceram 38.5% no quarto trimestre de 2001 para 114.38 milhões de euros, quando comparados com os lucros líquidos do mesmo trimestre de 2000. Melhores resultados para a Swift As maiores dificuldades foram encontradas pelo segmento de vestuário da Galey, com uma queda de 45% nas vendas, descendo para 67.48 milhões de euros. A descida nas vendas deve-se principalmente à redução do volume de vendas e também foram afectadas pelo encerramento da produção de vestuário em Setembro de 2001. Excluindo itens extraordinários, a divisão teve uma perda operacional de 1.94 milhões de euros, ao comparar com o lucro obtido de cerca de 9.15 milhões. Pelo contrário, a Swift foi bem sucedida em melhorar os seus Resultados Operacionais, que subiram de 8.88 milhões de euros para 12.01 milhões. Ao mesmo tempo as vendas caíram 44%, principalmente devido à queda de 43% no volume, com os preços a descerem só 1.4%. A Klopman International teve lucros operacionais de 780 mil euros depois de impostos, um número muito baixo quando comparado com os 2 milhões de euros do ano anterior. As vendas desceram somente 6.6%, reflectido uma descida de 5.7% nos preços e uma diminuição de 2.7% no volume de vendas. Modificações nas taxas de câmbio ajudaram a apresentar uma queda baixa nas vendas.