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Designers ignoram formas femininas

A maioria dos designers continua a produzir vestuário baseado na tradicional forma de ampulheta apesar de a maioria das silhuetas femininas ser rectangular ou em forma de pêra. Um estudo conduzido por um investigador da Universidade Têxtil da Carolina do Norte revela que apenas oito por cento das mulheres actuais têm uma silhueta tipo ampulheta. No entanto, a maioria dos produtores continua a produzir vestuário desenhado para este tipo de figura, que foi popularizada nos anos 50 por estrelas de cinema como Marylin Monroe e Jayne Mansfield. «As empresas estão a reconhecer que há um problema», afirma Cindy Istook, a responsável pela pesquisa e professora associada de Tecnologia e Gestão Têxtil e de Vestuário do Estado da Carolina do Norte. «Só ainda não mudaram o seu sistema de tamanhos para o resolver». Com base na análise dos tipos de corpo de mais de 6.300 mulheres, Istook identificou sete categorias gerais de formas de corpo de mulher: rectangular, em forma de colher, triangular, triângulo invertido, ampulheta, ampulheta na base e ampulheta na parte superior. Aproximadamente 46 por cento das mulheres foram classificadas como tendo uma silhueta rectangular, na qual o busto e a anca são geralmente do mesmo tamanho, e a cintura é mais pequena cerca de nove centímetros do que as ancas e busto. Pouco mais de 20 por cento das mulheres possuem a forma de colher ou pêra, a qual é marcada por uma medida de anca que é pelo menos dois centímetros mais larga do que o busto. Quase 14 por cento são triângulos invertidos, o que significa que o busto é cerca de três centímetros mais largo do que a anca. A forma de ampulheta, que é caracterizada pela similaridade de medidas entre o busto e a anca com uma cintura estreita, compreende oito por cento das formas de corpo analisadas. Cindy Istook espera que os resultados da avaliação possam levar a uma mudança na indústria de vestuário, com os produtores a começar a produzir roupa adaptada às formas do corpo das mulheres actuais.«Com esta análise estamos a tentar fazer com que os produtores e retalhistas percebam a ideia de que as pessoas têm formas de corpo diferentes», afirma Istook. «Se conseguirmos servir os quatro principais grupos, teremos quase 90 por cento do mercado coberto. Neste momento, a indústria serve muito menos de 90 por cento do mercado dado que o sistema de tamanhos é baseado, essencialmente, na forma de ampulheta», conclui.