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Desperdício cria moda solidária

A Escola de Moda do Porto e a MyCloma, uma plataforma de venda de vestuário em segunda mão, estabeleceram uma parceria para desenvolver peças de vestuário «únicas» a partir do desperdício têxtil.

[©MyCloma]

O projeto teve como objetivo promover a economia circular através do prolongamento do ciclo de vida dos produtos. Deste modo, a plataforma online apostou na colaboração com a Escola de Moda do Porto (EMP) para conceber peças de upcycling, com base na capacidade criativa e o conhecimento técnico dos alunos da entidade formativa para o sector da moda.

Com a iniciativa, a MyCloma e a Escola de Moda do Porto conseguiram desenvolver ou transformar peças a partir de resíduos têxteis que, de outra forma, não teriam qualquer utilidade.

«[Estou] muito orgulhosa no caminho que a EMP tem vindo a trilhar no ensino da moda, não só na dotação dos alunos de uma maior consciência ambiental como também na constante aproximação destes à realidade empresarial que os espera após a conclusão dos seus estudos», afirma Matilde Rocha, diretora da EMP.

Tendo em conta que a estratégia da escola de moda promove um contacto direto com as empresas, as alunas do 3.º ano do curso profissional de Design de Moda aceitaram colaborar com a MyCloma neste desafio sustentável para a indústria da moda. Depois de efetuada a análise das peças, o processo de desenvolvimento, que envolve a desmontagem ou transformação num novo artigo, passa por várias etapas que vão desde o desenho à modelação e à confeção.

[©MyCloma]
O projeto, que pressupõe a criação de peças «únicas e exclusivas já que cada artigo é um trabalho personalizado de autor, é também uma iniciativa solidária. As peças resultantes da parceria vão estar disponíveis da plataforma da MyCloma e todos os fundos conseguidos vão ser entregues para uma instituição de solidariedade social.

“Be different. Be Cloma” é o mote da plataforma cujo objetivo principal é promover, sobretudo, a economia circular. »Este é um projeto estratégico e da maior importância para nós. Volvidos quatro meses do lançamento da plataforma de venda de roupa em segunda mão, ter a possibilidade de lançar um projeto com a EMP que tem por base a criação de peças de autor através de desperdício têxtil é algo que vemos quase como o nascer de uma nova marca», explica Ana Monteiro, fundadora da MyCloma.