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Desportos aquáticos não metem água

As vendas de vestuário para desportos aquáticos deverão crescer nos próximos anos, sobretudo para os produtores e marcas que sejam capazes de conjugar as exigências de performance com o conforto e a busca dos consumidores por produtos ambientalmente mais sustentáveis.

A venda de vestuário para desportos aquáticos vai crescer significativamente nos próximos cinco anos, mas o sucesso não está garantido para todas as marcas. Segundo um estudo apresentado pela Textiles Intelligence na mais recente edição da Performance Apparel Markets, as marcas que querem ganhar uma vantagem competitiva têm de responder às questões da sustentabilidade ambiental e à procura dos consumidores por vestuário leve, mais confortável e com características de performance melhoradas.

As atividades desportivas na água exigem vestuário especializado com boas características de performance, incluindo isolamento térmico, impermeabilidade e respirabilidade. Exemplos deste tipo de vestuário incluem fatos de mergulho, coletes para vela e calções de surf.

Os produtores responderam a estas e outras exigências com o desenvolvimento de inovações como coletes insufláveis para surfistas que ficam submersos por grandes ondas e designs especiais para aplicações em vestuário que reduz o risco para o utilizador de um ataque por tubarões.

De acordo com a Textiles Intelligence, «tem havido um foco particular no desenvolvimento de fatos de mergulho. Como resultados, os fatos atuais fornecem um maior isolamento, elasticidade e flexibilidade e, como tal, aumentam o tempo que o utilizador pode estar confortavelmente dentro de água».

Sustentabilidade é obrigatória

O estudo indica também que os consumidores estão cada vez mais críticos dos danos ambientais provocados pela indústria de vestuário e, por isso, é necessário trabalhar para desenvolver fatos de mergulho que respondam aos potenciais problemas ambientais causados pela utilização de neopreno, um componente-chave em muito do vestuário para desportos aquáticos.

«Para serem bem sucedidas, as marcas têm de abraçar o desafio e conceber produtos ambientalmente sustentáveis sem comprometer a performance dos seus artigos», refere a Textiles Intelligence.

No caso do vestuário de vela, os esforços têm estado concentrados em melhorar a proteção contra os elementos e conferir características de conforto como cotoveleiras articuladas e forros de malha polar em bolsos e golas.

Novas marcas no mercado

A inovação no mercado de vestuário para desportos aquáticos tem sido, até agora, dominada por grandes marcas – incluindo a Musto, a O’Neill e a Sheico, enumera o estudo. Estas marcas realizaram grandes esforços para melhorar a performance do vestuário para este tipo de desportos mas têm de continuar a fazê-lo ou então irão enfrentar a concorrência de novas marcas emergentes de nicho – muitas das quais nasceram da experiência de surfistas ou entusiastas de mergulho.

«Para ganharem vantagem competitiva, as marcas devem criar produtos que melhorem o conforto, com tecidos avançados como forro e ainda melhor isolamento e elasticidade. Vestuário seamless e propriedades de segurança devem também ter prioridade para que as marcas se diferenciem dos seus concorrentes», sublinha o estudo.

Como alternativa, as marcas podem beneficiar da oferta de vestuário casual para desportos aquáticos e de coleções de lifestyle juntamente com as suas gamas de produtos mais técnicos. Esta abordagem, conclui a Textiles Intelligence, pode ser popular, sobretudo numa altura em que o mercado de athleisure deverá continuar a crescer.