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Dextra em maus lençóis

A família que geriu a Fábrica de Malhas Dextra é acusada de ter feito durante 10 anos uma «gestão em proveito próprio», noticia o jornal Público. Depois de investigar as contas da empresa, o Ministério Público concluiu que havia matéria suficiente para incriminar o casal e os dois filhos. O início do julgamento dos quatro antigos administradores da Fábrica de Malhas Dextra, fechada desde 1995, está marcado para o dia 6 de Junho no Tribunal Judicial de Guimarães. Os quatro arguidos (pais, um filho e uma filha), são então acusados pelo Ministério Público, em co-autoria, do crime de insolvência dolosa. No entanto, o tribunal só conseguiu notificar um dos filhos do casal, Jorge Miguel Costa, já que os restantes três administradores «tudo fizeram para não serem encontrados», havendo a suspeita de que estarão actualmente a residir no Brasil. No caso de serem dados como culpados pelo Tribunal de Guimarães, os arguidos poderão incorrer numa pena que pode ir até três anos de prisão, ficando impossibilitados de possuir qualquer tipo de negócio. Outro processo também a decorrer no Tribunal de Guimarães e que envolve a Dextra, diz respeito à existência de trabalho infantil na empresa. A denúncia foi feita pela União de Sindicatos de Braga (USB) e conta com os depoimentos de várias crianças que garantem ter trabalhado na empresa.