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Diastêxtil reforça investimentos

O grupo fundado e liderado por Conceição Dias está em expansão em todas as frentes. Além da aquisição de novas confeções, tem em curso investimentos na Modelmalhas e na Sonix, numa estratégia de crescimento que deverá continuar no futuro próximo.

O projeto industrial do grupo Diastêxtil começou há 33 anos e não dá sinais de abrandamento. Diastêxtil, Sonix, Modelmalhas (ex-CEE) e Startex Fashion (na Tunísia) ganharam recentemente companhia, com a aquisição de mais uma empresa. «Trata-se de uma confeção, com cerca de 30 pessoas, que já trabalhava connosco a feitio», explicou Conceição Dias, em entrevista ao Jornal Têxtil.

A aquisição pretende responder à escassez de mão de obra sentida pela empresária e, como confirmou a própria, não deverá ser a única. «A política de aquisições vai continuar», garantiu, «porque precisamos mesmo de mão de obra qualificada e como não há pessoas a quererem vir trabalhar diretamente, então vamos ter que fazer parcerias ou comprar empresas».

O crescimento do grupo irá fazer-se também através da expansão das empresas já existentes. Na Sonix estão previstos investimentos na ordem dos 2,5 milhões de euros. «Vamos fazer um pavilhão, para aumentar principalmente a parte do corte. Vamos ter máquinas de corte novas e, a nível das atuais instalações, já não conseguimos crescer mais», justificou.

 

Já a Modelmalhas, dedicada à tricotagem, irá mudar de instalações em 2018. «A Modelmalhas vai sair das atuais instalações, porque já não pode crescer mais. Já comprei umas instalações muito boas, em Esposende», revelou ao Jornal Têxtil Conceição Dias, adiantando que «com máquinas e obras [o investimento] vai rondar os 4 milhões de euros. Queremos ver se até março de 2018 temos tudo concluído».

O objetivo, contudo, «não é aumentar a produção em quantidade [atualmente ronda as 200 toneladas mensais], mas em qualidade. Vai-se optar por máquinas diferentes para fazer artigos para os quais agora não temos equipamentos», destacou.

Atualmente, o grupo Diastêxtil emprega diretamente 350 pessoas – «incluindo trabalhadores diretos e indiretos devemos andar pelas 1.800 pessoas», apontou a administradora – e, em 2016, registou um volume de negócios à volta de 60 milhões de euros.

Para 2017, Conceição Dias antecipa «um ano positivo», apesar de alguns contratempos já previstos.

«A Diastêxtil vai, neste momento, ter uma quebra na faturação derivada do Brexit e estar dependente de um só cliente [a Next]. Já a Sonix vai crescer em faturação – registámos sempre crescimento desde a compra da empresa – e a Modelmalhas também penso que sim», afirmou. «No fundo, vai ser um ano positivo, mas poderia ser mais se não fosse a Next ter tido essa quebra na sequência do Brexit e da desvalorização da libra. Mas no início do ano estávamos a prever isto e já nos tínhamos preparado», sublinhou a empresária.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição de setembro de 2017 do Jornal Têxtil (ver Cávado, o Vale da Malha).