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Dim aposta na inovação

A Dim está na linha da frente. Com Osmose, a conceituada marca de lingerie vem propor nada menos do que «a nova geração de soutiens», lançada para o Outono/Inverno 2007-2008, na qual os soutiens são desenhados e moldados num novo material, o Silisculpt, e onde as armações são substituídas por bandas de silicone. O conjunto oferece, de acordo com a directora criativa da marca, Fabienne Mallat, que se apoia nos testes realizados com um painel de consumidoras, «uma prestação idêntica», assegurando um verdadeiro conforto, uma vez que o material permanece no lugar e «envolve verdadeiramente o peito». Em pouco tempo, acompanhando os movimentos sem os travar, entra «em osmose» com o corpo.Esta nova linha impressiona pelo seu aspecto cuidado, quase escultural, seguindo o rumo fixado por Li Edelkoort, com quem a Dim trabalha há cinco anos, mas é sobretudo pelo seu material inovador que o produto atrai a atenção. Com o objectivo de «lançar um produto novo por estação» para cada marca do grupo Dbapparel (Dim Brands Apparel), o departamento de pesquisa e inovação trabalhou cerca de três anos neste projecto, em parceria com o produtor de malhas belga Liebaert e a alemã Wacker para o silicone.O conceito do Silisculpt, para o qual foi registada uma patente internacional, assenta na aliança destes dois produtos. Para as alças e as copas, que são moldadas na mesma peça, foi seleccionado um enchimento em microfibra de poliamida (duas camadas de tecido ligadas por um filamento) que não se deforma, nem se deteriora como acontece com a mousse. Concentrada na parte de meia-lua e nas alças, o silicone é injectado através de uma máquina do tipo "serigrafia" especialmente adaptada a este processo. A isto junta-se ainda uma banda de silicone que é instalada nas copas e, para a vertente estético, uma malha acetinada bi-extensível sobre a qual o silicone é fixado ponto por ponto. Como é «reticulado», assegura uma «uma memória de forma» ao produto.Inicialmente utilizado pela Osmose, a tecnologia do Silisculpt pode em breve ser usada nas outras marcas do grupo, que compreende nomeadamente a Playtex, Wonderbra e Chantal Thomass. É pelo menos isso que afirma Anne-Christine Ayed, a directora do serviço de pesquisa e inovação, que engloba cerca de 50 pessoas. Para inovar, este departamento, ao qual se destina «cerca de 1% do volume de negócios do grupo», apoia-se, para além do trabalho dos seus funcionários, nas parcerias com os fornecedores. O serviço trabalha em sintonia com universidades francesas e estrangeiras assim como com redes de inventores e empresas não concorrentes (cosmética, etc). E já para a próxima estação, o departamento deverá finalizar outras novidades, não se deixando ficar à sombra dos "louros" de Osmose.Agora que a linha está quase a ser lançada – encontra-se actualmente em testes nas grandes lojas antes da saída oficial em Setembro no circuito e nas grandes superfícies -, a Dim prevê fazer um soutien num material mais natural, à base de algodão. Para além de alargar a gama, este permitirá responder a todos os desejos dos consumidores. Mas, antes disso, há um verdadeiro desafio a superar, pois «o algodão não se molda», explica Fabienne Mallat.