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Ditchil de mulher para mulher

A marca de vestuário desportivo para senhora, que é feita de «mulher para mulher», oferece artigos que se adequam também ao uso quotidiano. Portugal e Espanha são os atuais mercados da Ditchil, que quer alargar horizontes e aumentar o volume de negócios.

Carla Macedo

Sediada em Barcelos e com produção própria, a insígnia está no mercado há quase cinco anos e, desde então, tem como principais objetivos conciliar desporto e moda, para que as peças possam ser utilizadas em diferentes ambientes. «Sempre tive interesse em pôr as mulheres bonitas, confortáveis, que pudessem ir ao ginásio e sair com a roupa que levavam. Isso foi o que idealizei para a minha marca», revela Carla Macedo, fundadora e CEO da Ditchil, ao Portugal Têxtil.

«Conforto, design e qualidade» são os três atributos que a CEO destacou para definir a marca dirigida a várias faixas etárias. «Mas somos mais procuradas por pessoas entre os 20 e os 40 anos», afirma.

Raquel Rodrigues e Carla Macedo

Ditchil dá nome não só à marca, mas também à empresa, que se dedica ainda ao regime private label, que corresponde a 20% do negócio e constitui uma aposta recente «a manter no futuro», garante Carla Macedo.

Procura crescente

Depois do eclodir da pandemia, a marca de vestuário desportivo registou um aumento da procura por este segmento de produto, provocada pela nova realidade. «É engraçado que agora nota-se uma procura por este tipo de roupa porque as pessoas precisam urgentemente de sair, de caminhar, fazer atividades ao fim de semana ao ar livre e querem roupa confortável. A procura por leggins e sweats aumentou muito as vendas, tanto em Portugal como em Espanha», explica a CEO.

A Península Ibérica é o principal mercado da Ditchil, que se mantém focada na internacionalização e quer alargar horizontes. «Neste momento, a perspetiva que temos é com distribuidores na Alemanha e na Holanda, possivelmente também na Áustria», acrescenta a comercial Raquel Rodrigues.

Retoma positiva

Em 2019, a Ditchil registou um volume de negócios que rondou os 700 mil euros e, em 2020, espera ultrapassar este valor. «Pode não chegar a um milhão, mas também não vai ficar muito longe», afirma Carla Macedo, destacando que os primeiros nove meses do ano «correram bem», apesar da crise do Covid-19.

A retoma dos mercados está a «começar muito bem», garante a CEO. «Lá está, já foi o aumento da procura do artigo que levou até a acelerar e ficamos super surpreendidas, pela positiva. Eu já estava a dizer que esperava que fosse um ano em que pelo menos conseguisse pagar a fornecedores e empregados, não ter prejuízo, não ter lucro e segurar a empresa. Mas, pelo contrário, acho que até foi muito bom», resume.

A visita e até participação em feiras faz parte da estratégia da Ditchil para «divulgar a marca, arranjar distribuidores e também clientes para private label», aponta a comercial da marca, que expôs na recente edição do Modtissimo, com destaque para os artigos produzidos com matérias-primas ambientalmente sustentáveis, para responder a uma procura crescente no mercado.

Diferença e novidade

Raquel Rodrigues

Além da coleção de base, que oferece ao longo do ano, a Ditchil propõe ainda outras linhas que se distinguem pelo fator novidade. «A marca é tão diferente, temos sempre coisas novas na coleção. Somos capazes de ir buscar tecidos que jamais se pensaria para fazer umas leggins», exemplifica Carla Macedo. «Vamos descobrir coisas que a muitas pessoas não lhes passariam pela cabeça fazer e nós fazemos mesmo. Mesmo a nível de sublimados, fazemos em tecidos que dizem que não é possível sublimar, mas nós fazemos, testamos e corre bem. Depois perguntam-nos “como conseguem?…”», conta a fundadora da marca, que é feita de «mulher para mulher», dado que «dentro da empresa somos sete e há um só homem», esclarece.