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Do digital para o físico

As compras efetuadas através de plataformas online estão a contribuir para o aumento do tráfego nas lojas físicas, estimulando a compra adicional de produtos, enquanto os dispositivos móveis têm ainda um longo caminho a percorrer.

Cerca de metade dos 5.000 consumidores americanos inquiridos no âmbito do estudo “Pulse of the Online Shopper”, realizado em 2015 pela United Parcel Service (UPS) e comScore, efetuaram uma encomenda e optaram por levantá-la em loja, e 45% desses consumidores adquiriram outros bens no momento do levantamento.

Um terço dos consumidores prefere que as encomendas feitas sejam entregues numa morada que não a da sua residência, um aumento face aos 26% assinalados no ano anterior, e muitos desses optam por levantar as suas encomendas em loja. O estudo revela, também, que uma percentagem substancial dos consumidores prefere devolver os itens numa loja: 61% afirmaram privilegiar este método de devolução, face a 39% que escolhem expedi-lo diretamente para o retalhista. «A percentagem de pessoas que optam por recolher [os itens] em loja está a aumentar e deverá crescer no próximo ano», acredita Bala Ganesh, diretor de retalho da UPS.

Muitos retalhistas «incentivam expedições gratuitas para as lojas como forma de aumentar o tráfego em loja». O estudo indica que 40% dos consumidores efetuaram também uma compra online transfronteiriça entre os EUA e o Canadá, com metade desses consumidores a apontar os preços mais baratos como principal motivação. Os consumidores optam, também, por comprar online internacionalmente devido à indisponibilidade da marca ou produto em território americano. As expedições gratuitas são ainda a opção mais importante para os consumidores quando efetuam encomendas online e 60% acrescentaram itens à sua encomenda de forma a se qualificarem para a expedição gratuita, face a 58% no ano anterior.

Cada vez mais pessoas estão, também, a utilizar os seus smartphones na pesquisa de artigos online, embora seja menos habitual a utilização de dispositivos móveis na efetivação das compras. Os smartphones responderam por 41% das pesquisas efetuadas – beneficiando parcialmente da possibilidade de comparar os preços em loja –, mas apenas 30% completaram a compra através desses dispositivos. Os tablets surgem em último lugar, com um terço dos compradores a utilizá-los em pesquisas e apenas um quarto a efetuar a compra com recurso a eles.

Os media sociais adquirem, cada vez mais, uma posição de destaque nos hábitos e processos de compra, com um quarto dos inquiridos a admitir que estes influenciaram as suas decisões de compra. O Facebook detém a maior afluência: 23% dos inquiridos afirmam seguir os retalhistas nessa plataforma, com 11% desses a admitirem terem sido influenciados por essa atividade. As redes sociais Pinterest e YouTube influenciaram 8% das decisões de compra dos inquiridos, enquanto o Twitter e o Instagram afetaram 5% das decisões tomadas.