Dar a volta ao Covid-19

Nº 250 | junho 2020
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Ainda sob o efeito da pandemia, o retalho de moda começa a regressar à vida gradualmente. Nesta edição, que pode encontrar também online, do Jornal Têxtil revelamos as estratégias e as mudanças que as retalhistas e marcas, como a Ana Sousa, enfrentam nesta nova era do consumo.

Começaram a abrir as lojas a 4 de maio e, lentamente, as retalhistas portuguesas e estrangeiras que atuam no mercado nacional estão a retomar o negócio, com estratégias para impulsionar as vendas nos pontos de venda físicos mas também online, que foi um dos pilares durante o período de confinamento. É isso que têm feito diversas retalhistas, nomeadamente a MO, da Sonae Fashion.

De igual forma, a MJJS, a empresa responsável pela distribuição das marcas Ana Sousa e Temperatura, tem procurado ganhar a confiança das consumidoras para o regresso às lojas próprias, ao mesmo tempo que está a fazer a gestão dos stocks, a criar uma relação de maior proximidade com os clientes multimarca em Portugal e no mundo e a rever as coleções para as próximas estações, como revela, em entrevista, Rute Sousa, CEO da empresa.

A disrupção provocada pelo Covid-19 na indústria de vestuário deverá ainda, segundo os especialistas, ter repercussões no negócio, a começar pela cadeia de aprovisionamento e a acabar nos consumidores, passando ainda pelos materiais usados na produção de vestuário e pelas mudanças no retalho. Saiba o que poderá mudar nesta edição do Jornal Têxtil.

Com empresas fechadas e o consumo a retrair-se, o mercado de matérias-primas está envolto em incerteza, com a lã a sofrer nos preços e o algodão a dever aumentar os stocks.

No entanto, as empresas continuam a investir em inovação, desenvolvimento de produto e diversificação para reanimarem os negócios. A fiação suíça Spoerry está a apostar num fio de algodão completamente europeu, incluindo a matéria-prima, a Albini desenvolveu tecidos que garante serem antivírus e a Polartec criou uma malha polar com lã merino. A H&M Foundation manteve a sua iniciativa Global Change Award e atribuiu bolsas para investigação de cinco inovações que prometem mudar o mundo.

Em Portugal, a Troficolor está a avançar com a certificação de máscaras, ao mesmo tempo que dá resposta ao regresso dos clientes de moda, a Latino encontra-se a produzir equipamento completo para proteger os profissionais de saúde, a WestMister procura expandir-se internacionalmente, a Wethenot lançou uma nova coleção, assim como o stylist Mário de Carvalho, e ainda, em plena pandemia, nasceu a Dress for Awareness, cujas propostas ostentam mensagens de consciencialização social. Já a marca de calçado Ambitious decidiu alargar a sua área de atuação ao vestuário, enquanto a Atlanta Mocassin está a crescer online.

Conheça também as facilidades e propostas de valor de feiras como a Première Vision Paris, a Texworld USA e a Apparel Sourcing USA, assim como da Intertextile Shanghai Home Textiles.

Nesta edição de maio, que está disponível online aqui, revelamos ainda os resultados de um inquérito à indústria têxtil e vestuário portuguesa e do terceiro inquérito da ITMF de âmbito mundial sobre o impacto do Covid-19 e apresentamos a nova campanha do calçado português e as perspetivas da moda nacional para o futuro, assim como os números da economia e das exportações nas nossas habituais páginas de conjuntura.

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