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Dominguez recusa OPA da Cortefiel

O Cortefiel, o terceiro maior grupo espanhol de confecção, mantém a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a Adolfo Domínguez (AD), mesmo depois do próprio, presidente e maior accionista da empresa, ter recusado vender por considerar insuficiente o preço proposto. A administração da AD declarou, num comunicado à CNVM espanhola, que os 1.804 escudos por acção «não correspondem ao valor real da empresa», tratando-se de uma OPA «não solicitada e sobre a qual não havia conhecimento prévio». O Cortefiel admite esta afirmação e salienta o interesse em manter a colaboração de Adolfo Domínguez nas áreas ligadas à concepção dos modelos, colecções e imagem de marca. A operação, ascende a cerca de 16 milhões de contos e foi lançada sobre a totalidade do capital da empresa do estilista, com o sucesso limitado à obtenção de 51% do capital. O estilista apenas detém 30,4% da empresa, o que pode permitir o avanço da iniciativa do Cortefiel. Esta última já anunciou que não reverá o preço oferecido em alta, pois já representa um prémio de 32,3% relativamente à cotação média dos últimos três meses. O mercado bolsista espanhol já reagiu, registando uma subida da cotação da AD e uma descida do Cortefiel. A cotação da empresa do criador galego já desceu 60% desde a dispersão do capital em bolsa em 1997. O Cortefiel, detentor das marcas Springfield, Milano, Woman’s Secret e Don Algodon, detém uma rede de 500 lojas, um terço das quais fora do país de origem, com 10 lojas em Portugal. A AD apresenta-se em 155 lojas, seis das quais no nosso país.