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Dos livros ao vestuário

Prevê-se que o retalhista de internet Amazon abra uma loja de vestuário on line no final deste ano, para tirar assim partido de uma linha de produtos que está a ter cada vez mais popularidade entre os consumidores virtuais. Apesar da Amazon não confirmar nem desmentir estes planos, o New York Times tem falado com alguns retalhistas da indústria têxtil, que foram abordados como potenciais parceiros para vender os seus bens através do site da Amazon, num grande armazém virtual. Especula-se que a empresa esteja a pensar neste formato já que nenhum retalhista de vestuário oferece uma gama de bens suficientemente extensa para satisfazer os 34 milhões de clientes da Amazon e os 37 milhões de visitantes mensais – ao contrário da área das viagens e dos brinquedos para os quais a Amazon aluga espaço para um único vendedor. Para além disso, seria difícil para a Amazon tentar construir por conta própria uma loja de vestuário dado os problemas de dimensão e rentabilidade associados à venda de vestuário on line. As mais conhecidas marcas de vestuário já têm operações de venda e expedição on line próprias e muito dificilmente irão querer passar essas operações para as mãos da Amazon, adiantam os analistas. De acordo com alguns executivos que falaram anonimamente ao New York Times, uma parceria com a Amazon requereria um investimento inicial para integrar a tecnologia entre as duas partes e implicaria também especial atenção por parte do staff para assegurar que os padrões de serviço ao consumidor são mantidos. E nesta altura é difícil avaliar o número de vendas adicionais que um eventual negócio com a Amazon poderia trazer. A Amazon já permite um número limitado de transacções de vestuário através de links para a eLuxury e para a Target Corporation. Mas uma ligação a uma conhecida marca de vestuário é essencial se a Amazon pretende entrar no sector. O New York Times acredita que a Nordstrom e a Gap – e talvez a Banana Republic e a Old Navy – sejam provavelmente incluídas numa primeira fase, entre outros grandes retalhistas e pequenas empresas de acessórios.