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Dott: de Portugal para portugueses

Lançado apenas há dois meses, o marketplace Dott tem a ambição de se tornar a referência nas vendas online em território nacional, ao mesmo tempo que contribui para a digitalização das empresas nacionais, facilitando a entrada no mercado do comércio eletrónico.

Isabel Luna

«É um projeto de Portugal para portugueses», afirmou Isabel Luna, head of marketing do Dott, durante a apresentação que fez do projeto na Social Media Hackathon, organizada pela plataforma de gestão de redes sociais Swonkie no passado dia 29 de junho.

Segundo Isabel Luna, as oportunidades de crescimento nesta área são inúmeras. «Só 36% dos portugueses fazem compras online – há aqui um percurso grande a percorrer. Destes 36%, 85% compram em sites estrangeiros porque não têm oferta nacional», referiu. Do lado dos vendedores, «só 40% das empresas têm presença online – não é comércio online, é presença, como uma página do Facebook», apontou. A favor, o Dott tem ainda o facto de que «50% das vendas online a nível mundial em 2024 vão ser feitas em marketplaces», indicou a head of marketing.

O marketplace, que resultou de uma parceria entre a Sonae e os CTT, nasceu com 500 vendedores em seis categorias, com um total de 5.000 marcas representadas e 500 mil produtos. «Até ao final do ano temos como objetivo atingir um milhão de produtos», adiantou.

Moda com potencial para crescer

No primeiro mês, conseguiu um milhão de visitas, graças a uma campanha de comunicação que envolveu não só os meios digitais, mas também os meios tradicionais, como rádio, nomeadamente com o Programa da Manhã da Rádio Comercial, e televisão, tanto com anúncios como com a divulgação através do Programa da Cristina na SIC. «No minuto que estivemos no ar, ela [Cristina Ferreira] conseguiu pôr no site 4.000 e tal pessoas», revelou Isabel Luna. Até ao final do ano, o objetivo é manter. «Manter já não é um desafio fácil», garantiu ao Jornal Têxtil, acrescentando que «a nível de volume de visitas, o objetivo é crescer mas também agora tentar perceber quem é o público que visita o site, o que está a comprar, o que procura… conhecer um pouco mais para lhe conseguir dar mais oferta». Uma outra meta é «chegar a 100 mil vendas até ao final do ano», admitiu.

A área da moda e calçado, esclareceu a head of marketing do Dott, é, atualmente, «a categoria não só com mais referências como também com maior volume de vendas». Contudo, o espaço para crescer, face à procura, é grande. «É uma área muito forte, ainda que saibamos que há muito espaço para crescer, principalmente em algumas categorias específicas», sublinhou, dando como exemplo o vestuário feminino. «Achamos que podemos crescer mais porque há muita procura», justificou.

Para os vendedores, assegurou Isabel Luna, o Dott pode ser um primeiro passo numa estratégia de vendas online. Para isso, a empresa ou marca tem apenas de ir ao site do marketplace e carregar no banner da homepage que diz “como vender no Dott”. «É só carregar lá, preencher os dados e é logo contactado pela nossa equipa de vendas, que faz todo o acompanhamento, com tudo o que é preciso para a venda», explicou.

Facilitar vendas

O marketplace tem como compromisso fazer a loja online de cada marca ou empresa em apenas 48 horas. «Não precisa de investimento nenhum – só precisamos de uma folha de Excel com a descrição do produto, o preço e o stock. Se vender temos uma comissão, se não vender não tem custos», salientou.

No fundo, afiançou a head of marketing do Dott ao Jornal Têxtil, «estamos a tentar facilitar. Normalmente, a empresa têxtil está focada no design, na indústria, na produção, na venda nos canais a que já está habituada e é verdade que para vender online requer uma quantidade de recursos que, tê-los a priori, e sem saber se funciona ou não, é preciso algum investimento. Connosco, esse passo salta-se». E, praticamente sem investimento, destacou, «conseguem, pelo menos, testar, aprender, saber que métricas temos que ver, como melhorar isso. É uma porta de entrada para o digital e essa é a nossa missão: ajudar as empresas, principalmente as PME’s, nesta transformação digital e a entrarem no e-commerce».