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Dualidade inspira cores do inverno 2020/2021

Entre a natureza e o digital, as cores para o outono-inverno 2020/2021 conjugam dois mundos aparentemente contraditórios. Amarelos outonais e castanhos fazem parte das tendências apontadas pelo gabinete de tendências WGSN, juntamente com azuis fortes e verdes ousados, que transitam da primavera/verão 2020.

Para o outono-inverno 2020/2021, as cores serão inspiradas na dualidade da vida no início de uma nova década, na qual vamos passar mais tempo no mundo digital e em que o impulso de estar ligado e proteger a natureza irá igualmente intensificar-se.

De acordo com o WGSN, isso reflete-se em duas paletas: uma com tons naturais e outra com tonalidades artificiais.

Natural
Digital

Na paleta de tons naturais, as cores têm uma qualidade ambiental inerente, desde as tonalidades profundas de bagas aos amarelos outonais e azuis tinta. Os castanhos são prevalentes, destacando a sua crescente importância enquanto cores da moda, e uma seleção de cinzentos e verdes oferece um equilíbrio calmo e acentuado às cores mais pesadas da paleta.

Azul esverdeado

Já na paleta mais digital, os tons são artificiais e há a mistura de uma série de cores vivas com tonalidades médias, que podem ser usadas para dar vida às coleções do outono-inverno. Azuis e verdes ousados mostram a continuação da mudança destes grupos de cores para o território da moda.

A base de tonalidades essenciais, à volta das quais, sugere o WGSN, as coleções deverão ser criadas, é composta por castanhos e azuis tinta, complementados com tonalidades neutras. Nos apontamentos, o verde domina, desde os tons mais artificiais aos mais naturais, mas há também azuis, amarelos, laranjas, vermelhos, rosas e roxos.

Tons obrigatórios

Entre as cores obrigatórias, o WGSN destaca o azul-esverdeado, uma fusão de azul e verde que tem ganho protagonismo nas últimas estações. «A sua dualidade oferece uma atratividade versátil e trans-sazonal e o nível de saturação acrescenta uma sensação de confiança», indica o gabinete de tendências, apontando que a cor será adequada à utilização em activewear e designs mais utilitários.

Madeira

A perceção do castanho mudou 180º nos últimos tempos, de um tom com conotações lamacentas para uma tonalidade que transmite aspirações e luxo. O castanho-madeira é uma evolução mais quente do castanho para o outono-inverno 2020/2021 e segue a popularidade dos vermelhos. A versatilidade desta cor permite que seja usada em vestuário masculino e feminino, assim como em interiores.

Cinzento

O cinzento irá permitir regressar ao minimalismo dos anos 90, numa tendência que combate o maximalismo das últimas estações. O chamado Gravity Grey pode, segundo o WGSN, ser usado tanto em vestuário como em acessórios e interiores, incluindo em look total.

O lima deverá animar os tons mais discretos do outono-inverno 2020/2021. É um tom artificial mais esperado no verão, pelo que mostra a importância de uma abordagem trans-sazonal às estações. Poderá ser usado essencialmente em athleisure e modelos desportivos, assim como em pormenores em interiores. Já o menta vai passar da primavera-verão 2020 para a estação fria e deverá ser usado nomeadamente em vestuário de senhora contemporâneo, activewear e calçado, mas também em vestuário de criança, de homem e interiores.

Lima