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Duas lojas da Wal-Mart abrem na Alemanha

A Wal-Mart abre finalmente as suas duas primeiras verdadeiras lojas alemãs. O gigante americano, que detém hoje em dia 94 pontos de venda em terras germânicas, adquiriu as novas lojas nos finais de 1997 e em 1998, à Wertkauf e à Interspar. Levou mais tempo do que o previsto a encontrar algumas superfícies para implementar o seu próprio conceito. Se o grupo tinha que se contentar até este momento em adaptar as lojas já existentes que adquiria, agora inaugura pela primeira vez dois pontos de venda concebidos e adaptados à sua estratégia. Uma das lojas foi inaugurada a 13 de Novembro em Pattensen, em plena zona industrial e uma outra a 20 de Novembro no grande centro comercial Saale Park, perto de Leipzig. “Estas duas lojas foram concebidas a partir da nossa longa experiência internacional e foram também adaptadas ao mercado alemão. Nós desenvolvemos os nossos anteriores conceitos em matéria de apresentação de produtos e de marketing”, explicou a nova presidente do grupo na Alemanha, Kay Hafner. As superfícies de venda têm cada uma 11000m2 num só nível e empregam cerca de 170 a 200 funciomários. As restantes 94 lojas do grupo têm superfícies entre os 5000m2 e os 20.000m2 e serão até ao final do ano renovadas ou completamente refeitas, para melhor se adaptarem ao conceito da Wal-Mart. Mas, as lojas tardam em trazer a rentabilidade que o grupo esperava inicialmente. «O problema principal da Wal-Mart na Alemanha, hoje em dia, reside nas suas lojas. Não é lógico transformar radicalmente uma loja em função das suas próprias necessidades e isto irá demorar bastante tempo até que possamos colher os frutos, o que a Wal-Mart estimou mal à partida», analisa Volker Koch, responsável pelos estudos sobre a distribuição no Intituto Mas+Mas Eurodata. Há mais de um ano, o seu anterior responsável avançou que tinha vontade de abrir 50 superfícies comerciais em dois anos. Não devem ter sido abertas mais do que duas novas lojas. Duas lojas estão em vias de abrir e outras duas têm a sua abertura já programada: uma abrirá as suas portas em 2002 numa periferia e a outra de 7500m2 será instalada na famosa Alexanderplatz, no centro de Berlim, em 2003. Mas, Kay Hafner está confiante. Mais locais estão também em negociação, mas o grupo tem em todo o caso os meios necessários, tem tempo para esperar até que surjam novas oportunidades de compras, sobretudo com a actual conjuntura. As duas novas lojas, que ainda estão por abrir vão ser examinadas à lupa pela concorrência, que pretende confirmar se o grupo descobriu finalmente o caminho sucesso na Alemanha. O seu conceito, «sempre com preços baixos», no reino de Aldi e do Lidl, não está a convencer até ao momento. Uma nova apresentação e um novo sortido poderá ser talvez o que lhes irá permitir fidelizar a clientela. Os dois novos pontos de venda vão oferecer uma vasto raio de produtos frescos mas também uma gama de têxteis mais desenvolvida, apresentando pela primeira vez na Alemanha as colecções George, a marca da sua filial britânica, Asda. As duas lojas são igualmente um teste aos olhos dos proprietários americanos. O grupo emprega no total 17 mil funcionários na Alemanha. Segundo o jornal que revelou os projectos do grupo americano, a Wal-Mart quer reduzir a sua despesas com pessoal para 11,5%, contra os actuais 13,3%. Este ano, as perdas devem rondar os 230 milhões de euros, depois dos 378 milhões estimados pelos analistas em 2000. Segundo o instituto Mas+Mas Eurodata, o volume de negócios deve totalizar em 2001 cerca de 2,84 milhões de euros, depois dos 2,81 milhões do ano passado, o que o posiciona na segunda posição na lista de distribuição na Alemanha. Wal-mart, por seu lado, recusa fornecer qualquer informação que seja sobre o assunto.