Início Arquivo

DuPont prepara-se para enfrentar a concorrência

A DuPont Co espera que o crescimento das vendas em 2001 na China, seja mais lento do que os 30% do ano passado, devido principalmente à intensa competição. Mas, a DuPont está fraca na China, principalmente devido à aproximação da sua entrada na OMC (Organização Mundial do Comércio) já no próximo mês, apesar das expectativas de que a associação irá trazer ainda mais competição. «O nosso crescimento está a ser melhor na China do que na maioria dos lugares do mundo», disse Charles Browne, presidente da Dupont China, numa conferência internacional organizada pela empresa de gestão Marcus Evans. «Não está tão bem como os 30% do ano passado, mas vai ter resultados razoáveis», referiu Browne, que fazer uma previsão específica das vendas. As empresas químicas globais esperam que a China as ajude a aliviar a diminuição das vendas assim como a precipitação da economia mundial que está a «amolgar» a procura de químicos e plásticos. A indústria está a mergulhar na sua mais dura descida em praticamente duas décadas. O rendimento líquido da Dupont no terceiro trimestre caiu cerca de 75%. Browne afirmou que a Dupont China ganhou cerca de 160 milhões de contos em vendas em 2000. Este montante incluía Hong Kong porque a maior parte dos produtos vendidos estavam limitados à China, acrescentou. “Mais empresas vão instalar-se e entrar na China. Mas, são em especial as empresas chinesas locais que se estão a tornar cada vez mais internacionais”, afirmou Browne, “elas são fortes concorrentes e irão ser muito fortes também no futuro”. A Dupont está a montar a sua própria defesa aumentando os investimentos na China. Este ano investiu 22,7 milhões de contos em três joint ventures e numa fábrica própria, esta aplicação de capital foi feita em diferentes sectores de mercado e em várias regiões da China desde e este ao centro. Este montante representa 25% do investimento da Dupont na China em 1998. O total de investimentos no final de 2000 foi de 90,8 milhões de contos, afirmou Browne, sem adiantar os investimentos previstos para 2002. “Ainda existe uma oportunidade para os sectores químicos nos quais nós operamos. O crescimento da procura local está a aumentar mais rápido do que a disponibilidade de materiais”, afirma Browne. Mas ele foi rápido chamando a atenção para os desafios futuros que a empresa irá enfrentar à medida que as empresas locais crescem e as gigantes químicas estrangeiras abrem caminho para dentro do mercado depois da entrada da China para a OMC.