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E-Commerce traz “alegrias” à Otto

De acordo com os dados preliminares, a procura via Internet no ano fiscal de 2005/06 (28.2), no que diz respeito ao segmento Business-to-Consumer (B2C– corresponde à secção a retalho do comércio electrónico e caracteriza-se pelo estabelecimento de relações comerciais electrónicas entre as empresas e os consumidores finais) registou um aumento de 30 por cento, atingindo 3 mil milhões de euros, ultrapassando as previsões inicias da empresa. A Otto continua a ser o segundo comerciante on-line a nível mundial, depois da Amazon. O volume de negócios do grupo subiu no último ano fiscal 0,9 por cento, situando-se nos 14,56 mil milhões de euros, o que equivale a um aumento dos ganhos de 2 por cento comparativamente ao ano anterior. O presidente do conselho de administração, Michael Otto, afirmou que «depois das mudanças positivas no volume de negócios verificadas nos últimos anos conseguimos novamente estabelecer um crescimento estável». Cerca de 53 por cento dos ganhos têm origem nas filiais no mercado externo. O grupo Otto, com uma subida de 10,5 por cento, foi particularmente bem sucedido nos EUA. No que diz respeito ao comércio europeu, o grupo registou um crescimento de 6,1 por cento, enquanto o volume de negócios na Alemanha desceu 4 por cento. Segundo o conselho de administração, através da optimização dos processos de negócio e do abandono de negócios não rentáveis, o grupo foi capaz de aumentar claramente a sua rentabilidade, embora não revele resultados concretos. No último ano, o grupo de Hamburgo viu o seu EBT (resultado antes de impostos) crescer 35 por cento, o que equivale a 414 milhões de euros, tendo o lucro líquido anual aumentado 52 por cento, atingindo 286 milhões de euros. No ano fiscal de 2005/06 o segmento Service, que inclui o Hermes Logistik Group, Otto Freizeit e Touristik, foi o que melhor se desenvolveu, tendo o volume de negócios subido 36 por cento, atingindo a fasquia dos 287 milhões de euros. No que diz respeito à área central de actuação, o retalho multicanal, o volume de negócios sofreu uma queda de 2 por cento. Segundoos dados preliminares, este segmento gerou cerca de 9,3 mil milhões de euros. No que diz respeito aos resultados das empresas do grupo no estrangeiro, os números são diferentes. Nos EUA, a Crate and Barrel registou um crescimento de 11 por cento, atingindo 943 milhões de euros e o grupo Grattan-Freemans (Grã-Bretanha) sofreu uma descida de 7,5 por cento, ficando nos 843 milhões de euros. O grupo 3 Suisses (França), alcançou uma subida de 2,4 por cento, o que equivale a 2 mil milhões de euros e a Otto-Sumisho (Japão), sofreu uma queda dos ganhos de 19,2 por cento, ficando nos 221 milhões de euros. Na Alemanha, a Bom Prix-Gruppe tem registado um desenvolvimento positivo, aumentando o seu volume de negócios em 4,3 por cento, atingindo 860 milhões de euros. Os ganhos do grupo Heine desceram 2 por cento, situando-se nos 941 milhões de euros. O comerciante por catálogo Otto não se conseguiu distanciar da tendência do seu sector registando uma queda do volume de negócios de 6,3 por cento. Segundo o presidente do conselho de administração, «nós procedemos a uma reestruturação do nosso comércio à distância nos últimos anos e tentamos direccionarmo-nos para uma clientela mais exigente com o objectivo de estarmos bem preparados para o futuro».