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E o prémio foi para a Lectra

O número um mundial em soluções tecnológicas integradas para as indústrias de materiais flexíveis – têxteis, couro e compósitos – tinha já recebido esta mesma distinção a 24 de setembro, à escala da região sudoeste de França. Este prémio de empreendedorismo foi criado em 1986, nos EUA, pela Ernest & Young (EY), uma das líderes mundiais de auditoria, consultoria, fiscalidade e direito de transações. Outorgado pelo 22.º ano em França, este prémio é hoje atribuído em mais de 58 países. «Este prémio reflete bem a dimensão da Lectra, que trabalha para clientes em mais de 100 países e realiza 92% do seu volume de negócios no plano internacional», afirmou Daniel Harari, diretor-geral da Lectra. «Somos uma empresa transnacional que possui atualmente 32 filiais no estrangeiro e mais de 1.400 colaboradores de 50 nacionalidades diferentes». Verdadeiramente “glocal” (fusão de global com local), a Lectra procurou expandir-se globalmente sem renegar as suas fortes raízes locais. A empresa soube guardar o seu ADN francês com a sua sede em Paris, enquanto o centro de produção e I&D se encontra instalado na localidade francesa de Cestas. «Se fomos bem sucedidos internacionalmente é porque fizemos a escolha ousada de continuar a produzir em França, garantia de qualidade e know-how, quando os outros deslocalizavam para a China. Preferimos apostar no trabalho simbiótico dos nossos especialistas e investigadores, na re-engenharia completa das nossas soluções e na subida de gama para propor sempre mais valor aos nossos clientes», explicou Daniel Harari. Uma outra característica da Lectra reside na composição das suas equipas locais. «Com apenas raras exceções, as nossas filiais têm ao leme dirigentes locais, o que não acontece em muitas empresas multinacionais. Este ponto é para nós muito importante na medida em que nos permite criar uma verdadeira proximidade com os nossos clientes e, por consequência, uma perfeita compreensão das suas necessidades no contexto operacional», acrescenta Harari. Este é o caso de Portugal, cuja filial é dirigida por Rodrigo Siza há já vários anos. Estas escolhas parecem ditar uma estratégia vencedora já que a Lectra detém um número crescente de clientes em mercados emergentes como a China e o Brasil, mas também em mercados maduros como os EUA. «Ao longo dos anos, a Lectra ganhou quotas de mercado e ocupa atualmente uma posição muito forte, com clientes de prestígio em todos os seus sectores de atividade. No mundo, por exemplo, a Lectra conta entre os seus clientes quase 100% das empresas de luxo», revela o diretor-geral da empresa. Daniel Harari dedicou o prémio de Empresa Internacional às equipas da Lectra: «este prémio pertence a todos os nossos colaboradores. Garante de abertura sobre o mundo, o multiculturalismo é uma mais-valia no quotidiano. Estamos continuamente a aprender uns com os outros».