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E os vencedores dos PV Awards são…

No primeiro dia da Première Vision Paris, o júri internacional, liderado por Olivier Gabet, diretor do Musées des Arts Décoratifs, revelou os vencedores da oitava edição dos PV Awards. As melhores propostas de tecidos vieram da Índia, de Itália e do Reino Unido e estarão em destaque nos fóruns do certame.

A indiana Ventures arrecadou o Grande Prémio do Júri nesta edição de 2016 dos PV Awards, com a apresentação do tecido «mais extraordinário, simbólico e pertinente da estação». A empresa é especialista em bordados, tecelagem e estamparia, com um leque de produtos direcionado para a indústria da moda da high street e para o segmento de noivas.

«O Grande Prémio do Júri em tecidos foi entregue a uma espécie de rede da Ventures, que joga com um bordado com contas muito bonitas, em que cada uma se mantém independente e se mexe ao seu próprio ritmo. É mágico e completamente subtil. Ainda não sei como funciona», confessa Olivier Gabet.

O prémio para o têxtil com melhor toque foi para uma malha crepe densa da italiana Luxury Jersey. «Não é um têxtil óbvio – é tanto suave como áspero, com um pouco de elasticidade, ao mesmo tempo fluído e leve», justifica o presidente do júri.

Já o prémio Imaginação foi entregue à Henri Portier/Bennett Silks, tendo sido considerado o tecido mais original em termos de técnica, acabamento, inovação, decoração e tecnologia. «É um cetim estampado por trás, em que o estampado endurece o têxtil em certas partes, criando um tecido articulado», explica Olivier Gabet. «É extremamente visual, muito “escola francesa moderna”», acrescenta.

No total, foram selecionados para a fase final do concurso tecidos e malhas de cerca de 70 empresas, incluindo a portuguesa Riopele, que tinha já estado nomeada em 2014 (ver Première Vision fala português). No ano passado, estiveram igualmente selecionados artigos da Teviz by Polopique e da Vilartex (ver Première Vision abre o jogo).

«De todos os tecidos apresentados, fui atraída pelos toques suaves juntamente com aspetos geométricos, por coisas estranhas que me deram ideias para vestuário com uma feminilidade triunfante», revela Maria Luisa Requena, consultora de moda sénior do El Corte Inglés, que fez parte do júri internacional, juntamente com Giampietro Baudo, chefe de redação da MF Fashion (Itália), Michael Hadida, comprador e diretor de desenvolvimento da L’Eclaireur (França), Natasha Lenart, diretora de desenvolvimento de tecidos da Beckham Ventures (Reino Unido), Roland Schar, professor de design têxtil e materiais da Ensad (França), Debora Sinibaldi, designer de malhas da Christian Dior (França), Alexandra Sandrut, diretora de desenvolvimento de produto da Christian Louboutin (França), Wataru Tominaga, jovem designer vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival Internacional de Hyères (Japão/Reino Unido), Claude Vuillermet, diretor de moda da Première Vision Leather, e Pascaline Wilhelm, diretora de moda da Première Vision.

Para além dos têxteis, foram ainda entregues três PV Awards aos couros e peles que mais se destacam na Première Vision Leather. O Grande Prémio do Júri foi entregue à italiana Dileather, enquanto o prémio Imaginação foi para a turca Anil Tannery e a japonesa Sakamoto Corp venceu na categoria de melhor toque.

A Première Vision Paris decorre até amanhã, 15 de setembro, e conta com a presença de 57 expositores portugueses, divididos entre os certames dedicados aos fios, tecidos, couro, acessórios e confeção (ver Portugueses em força na Première Vision).