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Edredões climatizados – Parte 2

A bio-atitude está em voga no universo do edredão e do travesseiro desde há vários anos. Os enchimentos à base de fibras de milho (Ingeo) prosseguem a sua expansão. A Drouault, por exemplo, integra-os na sua colecção. A Lestar completa a sua gama com um edredão para o Verão (200g/m2), enquanto que a Peg propõe um enchimento 70% Ingeo/30% Lyocell, que combina a resiliência e voluminosidade da fibra Ingeo com a capacidade de absorção de Humidade e a maciez do Lyocell. Por seu lado, a Abeil efectuou algumas melhorias na sua gama Cyclafill, cuja fibra de enchimento é obtida através da reciclagem do poliéster. A fibra utilizada torna-se oca e siliconada, e por consequência mais inchada e voluptuosa que a versão precedente. Além disso, a empresa estende a Cyclafill ao seu segmento de puericultura.

Os fabricantes de edredões foram atacados pela “bambumania”, que invade também outros mercados como o da moda. Para acompanhar os seus enchimentos de fibras naturais, todos propõem este ano capas em fibras de bambu, quer 100% bambu (Dodo, Lestra e Willefert), quer misturadas com algodão (Abeil e Pyrenex) ou com seda (Peg). Este êxito do bambu deve-se essencialmente ao facto de ser uma fibra naturalmente anti-bacteriana e que facilita a absorção de humidade. Além do mais, é verdadeiramente ecológica, pois provém da poda das árvores e não do seu corte.

A Abeil utiliza ainda outros novos desenvolvimentos de fibras naturais, nomeadamente capas à base de soja-algodão, seda-algodão e algodão-Lyocell. Por seu lado, a austríaca Hefel lançou o Lyosilk, uma capa de edredão à base de Lyocell e seda.

A Subrenat propõe, na sua gama Eole Nature, uma capa em algodão natural não branqueado com cloro, uma capa em algodão-milho assim como um tecido tratado com jojoba para melhorar o toque e a flexibilidade. A empresa apresentou na Heimtextil 2005 um novo conceito de tecido, Inalya, que utiliza a nanotecnologia para fixar extractos naturais de plantas sobre todo o tipo de fibras. Na Dodo e na Pyrenex, surgem capas em algodão ecológico, combinadas com edredões de penas de alta gama (Pyrenex) ou com um enchimento Ingeo (Dodo), para oferecer um produto 100% ecológico.

Sustentados pela moda do natural, os artigos de penas vieram enriquecer aqui e ali as colecções. A Dodo completa a sua oferta com novas gramagens, enquanto que a Abeil, com a marca Calitine, conjuga o Outlast com enchimentos de penas. Por seu lado, a Lestra e a Blatt integram, nas suas gamas permanentes, edredões em 90% penas, associados, no caso do primeiro, a uma capa 100% Lyocell e, para o segundo, a um tecido em algodão do Egipto. A Pyrenex, especialista no natural de alta gama, está em curso de certificação Oeko-Tex para a globalidade do seu processo de produção, uma forma de afirmar ainda mais o seu compromisso com o natural.

No sintético, as capas ganham leveza e tecnicidade. Os tecidos 100% microfibra e as misturas algodão-microfibra, com toque pele de pêssego, generalizam-se (Dodo, Willefert, Blatt e Subrenat). Na gama dos produtos anti-transpiração, a Subrenat propõe, além do Coolmax da DuPontSA, um novo tecido (Eole Fresh) que favorece a transferência da humidade. Na família Eole Relax, a Subrenat dedica uma gama completa ao anti-stress, associando fios de carbono ou de prata em diversos tecidos. Também o edredão Dacron 95 da DuPontSA apresenta uma elevada tecnicidade graças ao desenvolvimento de uma nova fibra cardada para o enchimento, e que não se altera a lavagens a 95ºC. Os fabricantes austríacos Hefel e Kauffmann oefrecem uma gama de artigos anti-fogo à base de Kanecaron, especialmente destinados à hotelaria.