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El Corte Inglés amplia crédito anti-Covid

O grupo espanhol negoceia com a banca o prolongamento até cinco anos do crédito anti-Covid, de 1.311 milhões de euros. Alteração encarece a taxa de 1,25% para 2,5%.

O El Corte Inglés e os seus 14 bancos credores têm praticamente encerrada a ampliação do crédito de 1.311 milhões de euros, assinado no passado dia 1 de abril, com aval do Instituto de Crédito Oficial (ICO). Na base da modificação das condições está o cenário negativo que se vislumbra para os próximos meses, no âmbito da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19.

Neste cenário, a empresa apresentou aos bancos a modificação das condições do crédito, cujo objetivo inicial era dotar a empresa de liquidez imediata e cobrir as contingências imediatas do cenário de pandemia, que trouxe consigo o encerramento da maior parte das lojas e centros comerciais do grupo.

Segundo avança o Cinco Días, agora tanto o ICO como o El Corte Inglés e os bancos estão a redesenhar as condições do empréstimo de 1.311 milhões de euros. O jornal espanhol adianta mesmo, citando fontes conhecedoras do processo, que as novas condições já terão inclusive a aprovação de todas as partes, faltando apenas a luz verde dos comités de alguns bancos.

Da nova estrutura de financiamento faz parte não só o prolongamento do prazo que aumenta de 12 meses para cinco anos e passa a contar com o aval do Estado. Estes empréstimos com garantia pública foram criados, precisamente, para ajudar a combater os efeitos económicos causados pelo novo coronavírus.

O preço do financiamento sofre também alterações, com um incremento de 1,25% para 2,5%.

De resto, o aval do Estado só se aplica aos bancos espanhóis, ficando os bancos estrangeiros excluídos da garantia pública.

A lista de bancos credores é liderada pelo Santander, BBVA, CaixaBank e BNP Paribas, uma vez que são as entidades que maior aporte realizaram com cerca de 200 a 215 milhões de euros cada um. O resto dos participantes são o Sabadell, Bankia Crédit Agricole, Société Générale, Goldman Sachs, Kutxabank, Commerzbank, Ibercaja, Liberbank e Cecabank, com um aporte de menos de 100 milhões de euros cada um.