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El Corte Inglés com o melhor resultado desde 2010

A cadeia espanhola fechou o exercício fiscal de 2019-2020 (março de 2019 a fevereiro de 2020) com lucros de 310 milhões de euros, um crescimento de 20,1% face ao ano anterior, segundo informa o grupo em comunicado enviado ao mercado.

Este montante, que supera os lucros obtidos em 2010, beneficia do resultado extraordinário resultante da venda da divisão informática IECISA ao grupo francês Gfi e ainda do trespasse da propriedade em diversos centros comerciais, no âmbito do processo de redução de dívida incrementado há dois anos.

O volume de vendas cifrou-se nos 15.261 milhões de euros, um crescimento de 1,2% face ao exercício anterior. O EBITDA ascendeu aos 1097 milhões de euros, tendo registado uma subida de 5,4% face ao último exercício.

«Estes dados refletem a evolução positiva do negócio, assim como os resultados desencadeados pela gestão», afirma.

O El Corte Inglés registou ainda uma redução da dívida de 638 milhões de euros, totalizando os 2.729 milhões de euros no final do exercício.

Estes resultados do grupo não refletem ainda o impacto da crise provocada pelo surto de Covid-19, que conduziu ao encerramento das lojas, com exceção dos espaços dedicados à alimentação, durante mais de dois meses, e levou o El Corte Inglés a aplicar um ERTE para 26 mil funcionários.

A retalhista espanhola, apesar de reconhecer que a crise originada pelo novo coronavírus está a ter um «impacto importante» nas vendas, não realizou qualquer provisão para amortizar os impactos da pandemia.