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Elogio a Gonçalo Peixoto

A conta oficial da marca na rede social Instagram agrega quase 7.000 seguidores, a do designer ultrapassa os 10.000. Aos 21 anos, Gonçalo Peixoto fez do ciberespaço rampa de lançamento e assentou os pés nas passerelles da semana de moda de Londres e, este mês, da ModaLisboa.

Há um ano, Gonçalo Peixoto era mais um aluno do curso de design de moda da ESAD Matosinhos – que ainda está a terminar. Porém, em 12 meses há duas estações e foi quanto bastou para que o jovem designer conquistasse um lugar ao sol na moda.

Convidado por Eduarda Abbondanza, presidente da ModaLisboa, para integrar o clã da plataforma LAB na edição número 50 (ver ModaLisboa fez a festa), Gonçalo Peixoto estreou-se nas passerelles nacionais com a coleção outono-inverno 2018/2019.

«O ponto de partida foram as cores e as formas das auroras boreais, mas como defendo que uma coleção só é pessoal quando misturámos várias referências, explorei também o workwear de quem trabalha nesses países mais frios. Inspirei-me ainda nos Alpes, para contrastar as auroras boreais com o branco», revelou, ao Portugal Têxtil, sobre coordenados luminosos – pintados de branco, preto e prateado e intersetados por cores vibrantes como o rosa, vermelho, azul e verde – que destacou as malhas tricotadas. «Representam mais de 50% da coleção», sublinhou.

Na plataforma online Minty Square é possível conhecer e comprar algumas peças-chave das últimas coleções de Gonçalo Peixoto, todas produzidas em Portugal.  Atualmente, cada coleção tem em média 70 peças e os preços variam entre os 100 e os 400 euros.

À Minty, juntam-se na lista de pontos de venda a Scar-id, no Porto, a Hey Carmo, em Lisboa, e a The Feeting Room, no Porto e em Lisboa, onde Gonçalo Peixoto acaba também de lançar a sua primeira linha de eyewear.

Com o lema “What do you have an #eyefor”, a coleção 100% “made in Portugal” «questiona quem somos, o que gostamos e quais são as nossas maiores referências», afirmou sobre a mais recente investida, que o vai aproximando de uma marca de lifestyle.

A rede de revendedores foi cuidadosamente selecionada pelo talento emergente e vem complementar o portal de comércio eletrónico próprio, lançado em outubro de 2017, logo depois da participação na semana de moda de Londres.

«Uma “caçadora de talentos” que trabalha para as aquisições de novos designers durante a London Fashion Week viu o meu trabalho online e convidou-me para apresentar a minha coleção, ao lado de outros designers em início de carreira», explicou sobre a apresentação internacional da coleção dedicada à primavera-verão 2018.

Muitas das lojas multimarca (on e offline) têm clientes internacionais e no portal de comércio eletrónico próprio a maioria das vendas são, também, para fora do país, sobretudo para Espanha e Inglaterra.

«Acho que a marca cresceu imenso, o que me deixa muito feliz. É difícil entrar no mercado e vender moda em Portugal, mas acho que com boas localizações, com boa imagem e boas relações públicas, as clientes percebem que estamos aqui para elas. Temos clientes habituais, fiéis e isso dá um grande suporte à marca», concluiu Gonçalo Peixoto.