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Emergentes são mais éticos

Os consumidores nos mercados em desenvolvimento da Ásia-Pacífico mostram mais apetência pela compra de produtos sustentados na responsabilidade social do que os seus homólogos de países desenvolvidos.

De acordo com um estudo regional da Mastercard, os produtos de comércio justo são os mais apelativos e os consumidores dos mercados emergentes têm também mais probabilidade de comprar a vendedores entendidos como agindo de forma ética, particularmente se forem ambientalmente responsáveis.

Com base em entrevistas a 500 pessoas entre os 18 e os 64 anos em 14 mercados, o estudo concluiu que os indonésios (78,7%), chineses (73,8%), malaios (73,8%) e tailandeses (73,6%) são os que têm mais em consideração se um produto é de comércio justo, amigo do ambiente ou doa uma parte dos lucros a boas causas.

Este tipo de compra de produtos socialmente responsáveis foi mais baixa na Austrália (29,2%) e na Nova Zelândia (33,6%), mostrou o estudo, mas no geral cerca de 56,6% dos consumidores na região provavelmente comprariam um produto devido ao estatuto ético percebido.

Na Ásia-Pacífico, cerca de 64% dos consumidores afirmam comprar produtos com base nos seus princípios de comércio justo, enquanto 58,8% pelo estatuto de amigo do ambiente e 47% porque uma parte dos lucros vai para caridade.

Os consumidores chineses (68,3%) são os que têm mais apetência para comprar produtos a um vendedor que consideram ético, nomeadamente em termos de responsabilidade ambiental (73,5%) e responsabilidade social (70,1%). Os tailandeses (68%) ocupam a segunda posição no que respeita às compras éticas, colocando contudo a responsabilidade social em primeiro lugar (73,9%) – são, aliás, os consumidores que mais valorizam este aspeto. Os malaios (64,3%) fecham o pódio, atribuindo importância especial à responsabilidade financeira dos vendedores (66%), seguida da responsabilidade ambiental e social (ambas com 65,6%). Os consumidores do Japão (20,9%) são os que têm menos em conta se um vendedor age de forma “ética” quando fazem compras – apenas 26% tem em conta a responsabilidade social do vendedor e 22,1% admite poder comprar mais rapidamente se o vendedor for ambientalmente responsável –, seguidos dos consumidores na Coreia do Sul (28,8%) e em Hong Kong (29,9%).

«As pessoas em mercados emergentes estão cada vez mais preocupadas com o impacto do rápido crescimento no ambiente e na sociedade», afirmou Georgette Tan, diretora de comunicação da Mastercard na Ásia/Pacífico. «Não é surpreendente que pensem mais na cadeia de aprovisionamento e na ética de um vendedor quando decidem o que comprar e onde comprar», acrescenta.