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Empresários e consumidores perdem confiança na economia europeia

A confiança depositada na retoma económica da Zona Euro voltou a ser posta em causa. Tudo por que os mais recentes dados do ”Business and Consumer Survey”, elaborado pela Comissão Europeia, revelam que o indicador de sentimento económico da Eurolândia caiu em Maio pelo quinto mês consecutivo, para 101,7 pontos, menos 0,4 que em Abril. De acordo com o Diário Económico, este facto tem suscitado a preocupação de consumidores e empresários quer dos serviços, quer da indústria. Isto porque a queda foi também diagnosticada por um estudo ontem apresentado pela Reuters, que assinala a maior descida no índice de actividade económica no sector de serviços dos últimos três anos. A Alemanha e a Bélgica foram os países que registaram a maior queda no indicador de sentimento económico em Maio, menos 0,7 pontos que em Abril. Em Portugal, este indicador desceu também, para 99,7 pontos, menos 0,2 pontos que em Abril, caindo cada vez mais abaixo da tendência histórica (100,9). Apenas os irlandeses, espanhóis, italianos e holandeses mantêm a confiança na economia. Depois de se ter mantido estável de Fevereiro a Abril, o índice de confiança dos consumidores da zona euro caiu 2 pontos em Maio. A Comissão explica que “os consumidores estão ligeiramente menos optimistas com as suas poupanças, bem como com a situação económica global”. O sector do retalho e dos serviços também não escapam ao clima de pessimismo. O índice elaborado pela Reuters, que mede o pulso ao sector dos serviços, caiu para 52,2 pontos, o valor mais baixo desde que o estudo começou. Os analistas notam que a leitura de Maio ficou abaixo das expectativas (52,3), embora acima da linha dos 50 pontos que separa as fases de crescimento das de recessão. Face a estes resultados, os economistas acreditam que o BCE voltará a baixar de novo as taxas de juro, embora a maioria aponte para Julho. “Penso que a confiança dos consumidores irá cair mais bruscamente nos próximos dois meses. Os estudos deverão incentivar o BCE a aliviar de novo os juros”, conclui Peter Saacke, da Merrill Lynch.