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Empresas americanas cortam nas encomendas do Paquistão

A American Eagle Outfitters normalmente encomenda cerca de dezenas de milhões de dólares em mercadorias por ano ao Paquistão. Mas, a semanas de fazer as encomendas para a Primavera, a American Eagle está a tomar uma atitude: «Nós não vamos colocar os nossos funcionários em risco, afirma Laura Weil, directora financeira da empresa, em defesa dos seus empregados. A Tommy Hilfiger e a Perry Ellis disseram que também cortaram nas suas encomendas do Paquistão, seguramente na expectativa de que as entregas poderão ser impossíveis. Outros retalhistas, como a Gap, a Federated Department Stores e a Warnaco, dizem estar a manter o seu negócio por agora. O têxtil e vestuário paquistanês emprega 3,5 milhões de pessoas, quase 60% mão-de-obra industrial do país. Cerca de 18 000 empregos na indústria foram perdidos recentemente, enquanto as empresas americanas falhavam em renovar as encomendas, de acordo com um grupo comercial do Paquistão. As entregas do Paquistão continuaram sem interrupções até agora, mas os retalhistas que não estão a efectuar as encomendas para a Primavera, dizem estar mais preocupados com os futuros riscos. Argumentam que a instabilidade na região pode ameaçar as entregas, e colocar em risco a segurança das pessoas que monitorizam os fornecedores estrangeiros e fazem encomendas com as fábricas. A Tommy Hilfiger admite que retirou alguma da sua produção do Paquistão. «Nós estamos sempre a calcular o risco/rentabilidade», afirma Ruth Pachman, a porta voz para a Hilfiger. «Mas não é o factor primordial. Segurança é o factor primordial.» Uma porta-voz da Federated Department Stores, que produz grande parte dos seus produtos no Paquistão, acrescentou que o «volume de negócios para com este país poderá ser limitado se a médio e longo prazo os riscos de segurança continuarem.»