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Empresas Nacionais com presença positiva na EXPOFIL

Realizou-se entre 4 e 6 de Dezembro, em Paris (França), a 49ª edição da EXPOFIL, uma das maiores feiras dedicadas à fiação do mundo. Esta edição da EXPOFIl registou um decréscimo no número de visitantes, que rondou os 15%, fruto da instável conjuntura a nível internacional registada nas datas de realização deste certame. Nesta edição da EXPOFIL estiveram presentes cinco empresas portuguesas – FISIPE, Têxtil Tearfil, Somelos, Têxtil Manuel Gonçalves e Fitlene – que fizeram para o Portugal Têxtil um breve balanço da sua passagem por este importante salão internacional. Para José Miguel Contreiras, da FISIPE, «a primeira conclusão a reter é que nesta feira tivemos a presença de mais um concorrente, a AXA, que é um fabricante turco que pela primeira vez esteve na EXPOFIL com um stand. Esta presença oficial torna mais transparentes as relações e os contactos comerciais. Do ponto de vista da FISIPE, em termos de afluência a esta edição da EXPOFIL, confirmou-se a tendência para ter menos visitantes que a edição de Verão, e teve mesmo menos visitantes que a edição de Inverno de 2000 desta feira. Esta foi a nossa segunda presença na EXPOFIL, e em termos de produtos apresentados, a nossa empresa expôs 2 produtos inovadores: um é o «cortel teflon», que é uma fibra acrílica com teflon já impregnado na fibra, e que foi o grande foco das atenções, dando origem a um grande interesse por parte de malheiros, fiandeiros e confecções e em nossa opinião o primeiro contacto com este produto excedeu as nossas expectativas. Além deste produto, apresentámos ainda o «cortel sun», que é uma fibra resistente aos UV’s e que constitui uma barreira contra os raios ultra-violeta para protecção da pele, e que despertou interesse nos clientes de países mais expostos ao sol, como Israel; e por último apresentámos o «cortel matiz», que é uma fibra acrílica de aspecto natural, destinada a substituir ou imitar o algodão. Quanto à nossa presença em feiras deste género, a FISIPE está presente nas duas edições da EXPOFIL, na Textilhogar (Valência), estando ainda prevista a presença noutra feira no Leste da Europa, na sequência da nossa ida à Hungria integrados numa delegação do ICEP». Segundo Nuno Coutinho, da Têxtil Tearfil, «a presença na EXPOFIL foi bastante positiva, pois serviu para confirmar a tendência que temos vindo a seguir, em termos das alterações que temos introduzido na nossa colecção. Estavam menos visitantes que na edição de 2000, mas ainda assim foi uma presença positiva. Quanto à presença da nossa empresa em feiras, estamos a planear uma presença mais forte e assídua em feiras mais viradas para a moda, e que se realizem mais cedo no calendário de certames. Quanto às vantagens na presença neste tipo de eventos, elas são: os contactos comerciais que se estabelecem a nível internacional, e a possibilidade de competir e de estar lado a lado com as melhores empresas da nossa área, o que estimula a criatividade e dinâmica das empresas. A aposta da Têxtil Tearfil passa pela presença noutros mercados, em especial no mercado italiano, que é o mais exigente a nível mundial. Esta presença terá que assentar em colecções de grande inovação e qualidade, o que passa por criar artigos de alto valor acrescentado». Na opinião de Celestina Natal, da Somelos Fios, «o balanço desta edição da EXPOFIL foi positivo, embora tendo em conta a situação a nível internacional, esta foi uma feira mais fraca que as últimas, em termos de visitantes, o que também foi influenciado pela deslocação do local do centro de Paris para o Parque de Villepinte, o que torna a deslocação dos visitantes e dos expositores mais demorada. No que diz respeito à presença da Somelos Fios, os resultados práticos da presença nesta feira vão demorar algum tempo a aparecer, uma vez que de momento estamos numa fase de pedidos de cartazes, amostras, produtos específicos para alguns clientes e até de produtos de colecções anteriores. Quanto à presença da Somelos Fios em feiras internacionais, a nossa empresa está tradicionalmente presente em três grandes feiras: na FILO (Novembro), na EXPOFIL (Dezembro) e na PITTI FILATI (Janeiro). Esta presença é fundamental, pois a partir do momento em que uma empresa desenvolve uma colecção, torna-se imprescindível divulgá-la e promovê-la». Já para Paulo Carvalho, da Têxtil Manuel Gonçalves, «esta edição da EXPOFIL registou um menor número de visitantes comparativamente com edições anteriores. Apesar disso, o stand da TMG recebeu a visita de um número considerável de actuais e potenciais clientes, que nos visitaram para conhecer as nossas propostas para a Primavera/Verão de 2003. Alguns desenvolvimentos apresentados suscitaram muito interesse nos visitantes e perante isto considero que a participação da TMG na 49ª EXPOFIL foi francamente positiva. A TMG é um importante «player» no mercado nacional. Mas sempre teve uma tendência exportadora e nos últimos anos tem sido o maior exportador nacional de fios fiados, representando cerca de 50% das exportações nacionais para países da União Europeia. Como tal, é imperativo dar a conhecer o portfolio de produtos e promover a imagem da empresa, e a presença na EXPOFIL é uma das formas de o fazer. A EXPOFIL e outras acções e certames no estrangeiro que estão em estudo, fazem parte da nossa actual estratégia de comunicação, como forma de promoção de vendas». Por último, na opinião de Carla Gonçalves, da Fitlene, «o balanço que fazemos da nossa presença nesta feira é um balanço médio, não foi excessivamente positivo, mas ainda assim foi uma boa presença. Ao longo dos dias do certame notou-se uma adesão crescente da parte dos visitantes, após o primeiro dia, que foi mais fraco em termos de visitas, houve uma presença de mais pessoas no segundo dia, que se manteve até ao último dia da feira. A Fitlene deverá continuar a apostar na presença na EXPOFIL e talvez até alargar essa participação a outras feiras, embora essa decisão não passe por mim. Em relação às vantagens em estarmos presentes neste tipo de eventos, a maior é sem dúvida a internacionalização da empresa, no sentido de nos tornarmos mais conhecidos a nível internacional e também ao nível dos contactos comerciais que se estabelecem nestas ocasiões, e que resultam mais tarde em bons negócios».