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Empresas portuguesas da ITV menos otimistas

48% das empresas que responderam ao Inquérito de Conjuntura do CENIT do primeiro trimestre apontam uma deterioração do negócio face ao ano passado, com 40% das que exportam a baixarem os envios para a UE. A diminuição da procura, a mão de obra qualificada e o financiamento são as principais preocupações.

Em sintonia com a tendência verificada nos dois trimestres anteriores, na sua generalidade, as empresas denotaram no 1.º trimestre de 2019 um sentimento negativo quanto à evolução recente do estado dos seus negócios, com 48% a apontar para uma deterioração e 38% a apontar para uma manutenção no estado dos negócios.

O mercado intracomunitário ficou marcado por uma tendência negativa em termos da evolução do volume de negócios na comparação em cadeia, enquanto no mercado extracomunitário prevaleceu a estabilização. Por outro lado, ao nível da evolução da economia nacional, as perspetivas das empresas inquiridas apontam maioritariamente no sentido da deterioração (48% das respostas) ou da estabilização (46% das respostas).

  • 48% das empresas acreditam que o estado dos seus negócios é pior que o verificado no ano anterior.
  • 54% das empresas registaram uma diminuição do volume de negócios em cadeia no decurso do trimestre.
  • 40% das empresas exportadoras diminuíram o volume de negócios para os países da União Europeia na comparação em cadeia.

Perspetivas de futuro

Ao nível do volume de negócios, a maioria das empresas (54% das respostas) experienciou um clima tendencialmente desfavorável no 1.º trimestre de 2019, quando comparado com o trimestre anterior. Esta perceção traduziu-se em perspetivas mais conservadoras para a evolução do volume de negócios no 2.º trimestre de 2019. Este contexto evidencia uma deterioração do sentimento expresso pela generalidade das empresas, relativamente às respostas obtidas no inquérito do 4.º trimestre de 2018.

Constrangimentos

O principal constrangimento identificado pelas empresas participantes no Inquérito de Conjuntura do 1.º trimestre de 2019 foi a insuficiência da procura ao nível externo, seguida pela insuficiência da procura ao nível nacional. A escassez de mão de obra qualificada surge na posição seguinte.

As perspetivas para o 2.º trimestre de 2019 mantêm a insuficiência da procura ao nível externo e a insuficiência da procura ao nível nacional no topo das principais preocupações das empresas, seguidas pela escassez de mão de obra qualificada.

  • 90% das empresas consideram que a insuficiência da procura interna ou externa será um dos seus principais constrangimentos.
  • 20% das empresas consideram as dificuldades de financiamento como um dos principais constrangimentos.
  • 30% das empresas consideram que a escassez de mão de obra qualificada será um dos seus principais constrangimentos.

O Inquérito de Conjuntura CENIT/Portugaltextil.com é direcionado às empresas da Indústria Têxtil, Vestuário e Moda de Portugal e tem por objetivo recolher informação relevante que permita caracterizar e acompanhar os principais indicadores para os sectores têxtil e vestuário.

Esta edição do Inquérito de Conjuntura, cuja versão detalhada pode ser consultada online, focalizou o 1.º trimestre de 2019 e as expectativas das empresas para o 2.º trimestre de 2019. O CENIT apela à participação de todas as empresas da Indústria Têxtil, Vestuário e Moda no Inquérito de Conjuntura CENIT/Portugaltextil.com relativo ao 2.º trimestre de 2019, que está disponível através da ligação seguinte: Inquérito de Conjuntura CENIT/Portugaltextil.com (2T.2019).