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Empresas têxteis chinesas adaptam estratégias

Procurando ultrapassar as medidas restritivas que estão a ser tomadas por diversos países, com implicações mais significativas nos EUA e na União Europeia (UE), os produtores chineses de têxteis e de vestuário estão a adequar as suas opções estratégicas, através da localização de unidades produtivas em outros países asiáticos e à formação de alianças entre empresas.

De acordo com as declarações de Sun Weiyu, responsável pelos mercados europeu e norte-americano da Jiangsu Guotai International Group, um dos principais exportadores da província de Jiangsu, a empresa está a deslocalizar a produção dos artigos das categorias restringidas para o Sri Lanca e o Bangladesh.

Esta deslocalização originou a subida nos custos de produção em média 5 a 6 cêntimos de dólar em artigos cujo preço de venda encontra-se entre os 6 e os 7 dólares. Sun refere que a empresa apresentou a estimativa de 30 milhões de dólares de exportações para 2005, mas este objectivo foi revisto para os 8 milhões de dólares. Em 2004, as vendas cifraram-se nos 10 milhões de dólares de vestuário para os mercados norte-americano e europeu.

No âmbito das alianças entre empresas, encontra-se o exemplo da Shanghai Euro Style Industry Development Co., formada recentemente através da fusão de nove produtores localizados nas províncias de Wenzhou e Zhejiang. De acordo com um responsável comercial, muitas empresas pequenas e com uma produção especializada não conseguem sobreviver ao actual mercado mundial, sendo necessário implementar estratégias que sejam capazes de ultrapassar os desafios que são a realidade sectorial.

A Shangai Euro Style possui a capacidade de produzir desde calças de ganga e camisolas de malha a casacos em couro, permitindo aos responsáveis adequar o foco da estratégia de exportação no caso de determinada categoria de produtos ser restringida.