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Encontro de gerações

Com a geração Z a dar entrada no mercado de trabalho em força em 2017, as mudanças serão substanciais, até porque, de acordo com os analistas, esta é uma geração que recupera muitos dos traços distintivos da geração X e se afasta dos seus antecessores mais próximos, os millennials.

Os Z, nascidos na década de 90 até 2010 (ver À conquista da geração Z), privilegiam o contacto físico e querem flexibilidade no local de trabalho. Os smartphones acompanham o seu quotidiano e defendem que o email está a perder importância – os bots são o futuro. Estes resultados foram recentemente divulgados pela 8 × 8, empresa global de comunicação empresarial que inquiriu 1.000 norte-americanos. O relatório, intitulado “Rogue One: How Generation Z is Going to Bring Balance to the (work)Force” inquiriu trabalhadores a tempo inteiro e a tempo parcial pertencentes à geração Z, millennials e membros da geração X (ver A nova força da geração X), e descobriu que as preferências de trabalho da geração Z, em muitos aspetos, se alinham com as dos elementos da X e não com as dos millennials. Os resultados da pesquisa sugerem que a geração Z é menos dependente de tecnologia comparativamente aos millennials e mais semelhante à geração X quando se trata de usar dispositivos e aplicações de alta tecnologia no seu dia-a-dia. Os millennials, por seu turno, são mais propensos a usar wearables (39%), dispositivos conectados (35%) e realidade virtual (24%) do que as gerações Z ou X. Enquanto um em cada quatro trabalhadores da geração Z prefere comunicar pessoalmente, os millennials acreditam que a comunicação cara a cara perderá importância no futuro. «O nosso objetivo com este estudo foi, pela primeira vez, comparar como a comunicação e preferências da geração Z podem ter impacto no local de trabalho, especialmente quando se trata de adoção de novas tecnologias», explicou Enzo Signore, CMO da 8 × 8, em declarações ao portal de tendências WGSN. «Descobrimos que, embora os millennials tenham promovido avanços tecnológicos no local de trabalho, bem como o trabalho à distância, a geração Z vai trazer mais equilíbrio ao mercado de trabalho através da comunicação cara a cara e ferramentas de comunicação mais eficazes. Acreditamos que isso vai começar a ter impacto nos próximos 12 meses», completou. Em geral, os estilos de trabalho e as preferências de comunicação dos millennials diferem dos seus antecessores X, mas as preferências dos Z são uma espécie de fusão das duas. A maioria dos trabalhadores da geração Z quer um espaço de trabalho físico (57%) combinado com a capacidade de trabalhar remotamente (48%) e horários flexíveis (73%). Além disso, quando interrogada sobre o tipo de ferramentas de comunicação que querem usar, a maioria dos millennials favorece ferramentas que lhe poupe mais tempo. Porém, a geração Z prefere ferramentas mais eficazes, mesmo que demore mais tempo a completar uma tarefa. Quando se trata de ferramentas tradicionais no local de trabalho, a geração Z traz um equilíbrio entre os millennials, altamente dependentes de tecnologia, e os X, mais tradicionais. Menos de 20% dos entrevistados da geração Z afirmam que recorrem a ferramentas tradicionais legadas pela geração X, como o email ou telefones fixos, no trabalho. Por outro lado, a geração Z tem menos probabilidade de usar as ferramentas favoritas dos millennials, como as mensagens e aplicações de chat. Os smartphones são uma exceção, assumindo-se como ferramenta de comunicação essencial para todas as gerações, especialmente para a Z. Quando questionados sobre qual o dispositivo usado para responder ao questionário, 62% dos Z usaram um smartphone, contra 31% dos millennials e 28% membros da geração X. No decorrer do questionário, as gerações não discordaram em nenhuma das respostas, encontrando um terreno comum sobre a importância de algumas tecnologias para o futuro do mercado de trabalho. Há, também, algumas descobertas interessantes sobre como cada uma das gerações se relaciona com tecnologias mais recentes como os bots e os aparelhos conectados. Email em declínio Mais de metade dos inquiridos não acredita que o email seja usado no ambiente de trabalho futuro. Os bots chegaram para ficar Quase sete em cada 10 dos entrevistados concordam que pelo menos alguns dos seus empregos atuais podem ser automatizados por bots. Casa conectada afetará o trabalho Em média, 55% dos entrevistados concordaram que os dispositivos conectados, como carros, eletrodomésticos, etc., podem ser usados no ambiente de trabalho. Fim da divisão entre tecnologia pessoal e de trabalho A maioria dos entrevistados (56%) prefere usar as mesmas ferramentas no trabalho e no ambiente pessoal.