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Entrada de produtos paquistaneses sem taxas anti-dumping

O Semanário Económico adiantou na passada sexta-feira que, circula nos corredores de Bruxelas uma proposta para retirar os direitos anti-dumping no acordo com o Paquistão, proposta que deverá ser aprovada na próxima semana. No espaço de um mês depois do acordo celebrado com o Paquistão, a União Europeia prepara-se para eliminar os direitos anti-dumping de 6% aplicados a exportações paquistanesas de têxteis. A prática da venda de produtos no mercado externo a um preço mais baixo do que o preço de custo, mesmo com prejuízo – o chamado dumping, vai ser agora mais difícil de combater e mais uma vez a indústria nacional se tenta precaver contra as eventuais surpresas futuras, já que em causa está a entrada de mais produtos o que significa uma maior concorrência. Até agora União Europeia mantém direitos anti-dumping em artigos de têxteis-lar com o Paquistão, Índia e Egipto. Depois da Índia ter apresentado uma queixa na OMC, a UE suspendeu os direitos anti-dumping por um período de seis meses, até Fevereiro de 2002. Os têxteis indianos constituem a maior dor de cabeça para a indústria portuguesa que receia, tal como aconteceu com o Paquistão, que um acordo feito com as entidades indianas feito à pressa seja prejudicial. Um acordo pouco estudado ou até mesmo mais uma jogada política disfarçada, poderia significar o ensaio da liberalização dos têxteis e vestuário, antes da data prevista marcada para Janeiro de 2005.