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Entrar na China à segunda

A marca de moda britânica Paul Smith anunciou estar a planear abrir 24 lojas na China nos próximos cinco anos, na sua segunda tentativa de entrar no mercado de luxo em crescimento do país. A marca, conhecida pela sua paleta multicolor, irá abrir uma flagship em Xangai em dezembro, após um negócio de parceria de cinco anos com o distribuidor ImagineX, sedeado de Hong Kong. A partir de julho, a ImagineX, que representa marcas como Salvatore Ferragamo, Marc Jacobs e Donna Karan, irá também gerir as atuais cinco lojas em Hong Kong e planeia expandir e desenvolver mais o mercado. «Levámos o nosso tempo a entrarmos na China continental e a encontrar o parceiro certo foi crucial para esta decisão. A flagship em Xangai é um excitante desenvolvimento e uma oportunidade para mostrar as nossas coleções. Esperamos que a China se torne um mercado importante para nós», afirmou o fundador e designer Paul Smith. O plano irá marcar a segunda tentativa da marca para entrar no mercado chinês, que abriu a primeira loja na China em 2004 mas saiu em 2007, alegadamente devido a prejuízos. Para além da flagship de Xangai, a Paul Smith deverá abrir seis lojas – em Pequim, Tianjin, Xangai e Chengdu – até ao final do ano. A marca tem atualmente mais de 150 lojas em todo o mundo. A China deverá ser o maior comprador mundial de produtos como cosméticos, carteiras, relógios, calçado e vestuário até 2015, segundo a PriceWaterhouseCoopers. Paul Smith fez nome na indústria da moda, após ter aberto a sua primeira loja em 1970, a vender vestuário de homem. Entrou no mercado de vestuário de senhora há 15 anos.