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Envicorte maquina aumento de 20% da faturação

A especialista em acessórios para vestuário e têxteis-lar está a apostar na compra de novos equipamentos e na expansão das instalações fabris.

Os plissados estão na moda e a Envicorte, sediada em Paços de Ferreira, não quer deixar passar a oportunidade de ganhar com isso. António Carneiro, sócio-gerente e fundador da empresa têxtil, contou ao Portugal Têxtil que a empresa está a levar a cabo, desde o ano passado, um investimento em maquinaria para apostar nesta área e noutras. «E é para continuar. Deve andar na ordem de 350 a 400 mil euros», relevou o empresário. Além disso, a Envicorte levou a cabo obras nas instalações, que incluiu a construção de um pavilhão novo.

O objetivo desta estratégia, adiantou António Carneiro, é «aumentar uns 20% do volume de negócios com isto, já este ano». Atualmente a empresa fatura perto de um milhão e meio de euros por ano.

A Envicorte conta com 17 anos de vida e emprega atualmente 37 trabalhadores. Uma das prioridades da empresa é a conquista de novos clientes novos mercados. «Vamos ver se conseguimos entrar no mercado polaco e gostava muito de conseguir também o italiano, onde estamos a ver se entramos com um tipo de produto que exportamos muito para Espanha e serve para estabilizar tecidos», explicou o empresário.

A participação em feiras faz parte da estratégia da Envicorte para obter uma maior notoriedade. Na última edição do Moditissimo, por exemplo, António Carneiro recebeu tanto portugueses como estrangeiros, interessados em todo o tipo de produtos. Mas foi a recente estreia na Première Vision Paris que gerou mais dividendos para a empresa e que se podem traduzir num negócio com um país inesperado: a Austrália (ver 62 expositores presentes na Première Vision).

O sócio-gerente contou que o cliente em causa, apesar de ficar no outro lado do mundo, «diz que lhe compensa muito fazer as produções em Portugal, fundamentalmente por causa dos preços». Isto apesar de uma maior proximidade com alguns países asiáticos, conhecidos por produções mais baratas, ainda que nem sempre seja tão linear esta questão. «Esses países também têm alguma qualidade. Não há dúvida nenhuma, mas cobram-se, porque a qualidade também se cobra. Se for o básico deixa de ter qualidade», garantiu o empresário.