Início Notícias Vestuário

Escandinávia na rota da Soeiro

Com uma oferta que casa moda e desporto, a Soeiro está a apontar baterias a norte, para os mercados escandinavos. Um dos pontos de paragem nesse percurso deverá ser a próxima edição da Ispo Munich, em 2020, para atrair mais clientes para o vestuário técnico.

Os mercados do Norte da Europa não são propriamente novidade para a empresa de confeção, que exporta a totalidade da produção, mas é aí que os esforços de expansão da Soeiro se vão concentrar. «Queremos fazer mais», confirma Antonieta Barbosa, diretora comercial da empresa.

Para tal, uma das estratégias que estão a ser planeadas passa pela presença na feira de desporto Ispo Munich em 2020. «Temos que agilizar e reunir com a equipa de estilismo e modelismo para ver a possibilidade, porque convém organizarmo-nos, mas à partida vamos à feira», indica a diretora comercial. «À Ispo não vão só alemães, vão muitas pessoas da Escandinávia», justifica.

É com este mercado, e não só, que a Soeiro espera cumprir a meta de «aumentar a faturação» em 2019, depois de no ano passado ter mantido o mesmo nível de negócio, em 4 milhões de euros.

O aumento no mercado francês permitiu compensar a queda no mercado italiano, provocada por «um cliente que fazia em Portugal e deixou de fazer, acho que por causa da questão de cópias. E também tem a ver com a durabilidade das marcas, algumas não se mantêm», revela Antonieta Barbosa ao Portugal Têxtil. Já o mercado francês «é diferente do italiano. É capaz de ser mais fiel», afirma.

Da moda ao desporto

Fundada em 1986, a empresa familiar é especialista na produção de vestuário que combina malhas circulares, tecidos e acessórios, contemplando uma oferta que varia da moda aos artigos mais técnicos. «O vestuário de desporto técnico representa 10%», aponta a diretora comercial.

Uma diversidade de produto que permite abranger diferentes países e clientes. «Em França estão a começar, neste momento, com sportswear, enquanto, por exemplo, na Alemanha já há, há muito tempo, o sportswear, o fitness. Itália nem por isso, é mais moda», explica Antonieta Barbosa.

Para acompanhar o mercado, a Soeiro, que dentro de portas efetua as operações de corte, bordados e confeção, tem somado novos investimentos. «Estamos sempre a investir em máquinas. Tem de ser, não podemos parar. Da mesma maneira que fazemos feiras, temos de investir em máquinas», sublinha.

As mais recentes aquisições da empresa, que emprega 76 pessoas, foram «máquinas para produtos mais técnicos», revela. E em 2019, novos equipamentos deverão encontrar o caminho para a empresa, sediada em Paredes. «Neste momento ainda não sei em que vamos investir, mas vamos comprar mais máquinas em 2019», garante Antonieta Barbosa.