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Espanha e EUA alimentam ITV

A indústria têxtil e vestuário manteve-se numa trajetória ascendente em julho, em que as exportações do sector aumentarem 9% face ao mesmo mês de 2014, com os dados da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal a apontarem Espanha e os EUA como dois dos motores de crescimento.

De acordo com o comunicado da associação, que tem como base os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações de têxteis e vestuário cresceram 9% em julho em comparação com o mesmo mês de 2014. Já no mês anterior as vendas do sector aos mercados externos tinham aumentado 11% em comparação com junho de 2014.

Durante o mês de julho, segundo a informação tratada pela ATP, as categorias de tapetes e outros revestimentos para pavimentos têxteis (+34%, para 8,1 milhões de euros), outros artigos têxteis confecionados, entre os quais se incluem os têxteis-lar (+16%, para 70,8 milhões de euros) e pastas, feltros e falsos tecidos; fios especiais, cordéis, cordas e cabos; artigos de cordoaria (+16%, para 23,8 milhões de euros) foram as que registaram maiores crescimentos face ao mesmo mês de 2014.

Já no que diz respeito ao período de janeiro a julho de 2015, «as exportações de têxteis e vestuário ascenderam a cerca de 3 mil milhões de euros, tendo-se verificado um crescimento de 4%, em termos homólogos», aponta o presidente da ATP, João Costa, no comunicado, que destaca a subida de 9% das exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados, assim como o crescimento de 3% nas exportações de vestuário e de também 3% nas exportações de matérias-têxteis.

Entre os mercados de destino, os produtos têxteis e de vestuário portugueses registaram uma maior procura em alguns dos principais clientes, incluindo em Espanha (que tem uma quota de 33%), para onde as exportações cresceram 9%, e EUA (+33%), que recebe 6% de todas as exportações do sector. A ATP sublinha ainda o crescimento onservado na Alemanha (+6%), Holanda (+7%), Reino Unido (+2%), Roménia (+16%), Canadá (+19%), República Checa (+14%), Argentina (93%) e Emirados Árabes Unidos (24%).

As importações, por seu lado, evidenciaram igualmente um crescimento (+6%), atingindo 2,19 mil milhões de euros nos primeiros sete meses do ano. Espanha (com uma quota de 37%), Itália (12%), França (7%), Alemanha (7%) e China (6%) foram os principais fornecedores de têxteis e vestuário no período.

O presidente da ATP destaca, por isso, o saldo positivo entre as exportações e as importações do sector. «O saldo da balança comercial dos produtos têxteis e vestuário é de 751 milhões de euros, correspondendo a uma cobertura de 1,3», conclui João Costa.