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Espanha quer exportar mais para EUA, Japão e China

O presidente do Conselho Intertêxtil Espanhol, Joan Canals, considera necessário que os fabricantes espanhóis de tecidos e produtos de confecção aumentem as suas vendas para os Estados Unidos, Japão e China, já que estes mercados têm uma grande capacidade de crescimento. Os Estados Unidos está agora controlado pelos fabricantes italianos, enquanto que no Japão e na China existe uma preferência pelos produtos ocidentais. Numa entrevista concedida à Europa Press, Canals referiu que as exportações têxteis espanholas ultrapassaram no ano passado os 6 milhões de euros, sendo que 70% das vendas se concentram na União Europeia. Além dos citados, outros mercados de interesse são segundo Canals o Brasil, a África do Sul e a Austrália. O presidente do Conselho Intertêxtil recordou que a 31 de Dezembro de 2004 o tráfico de produtos de têxtil e confecção ficará “totalmente liberalizado” e as quotas restritivas vão ser suprimidas. É possível que o desarmamento alfandegário possa ser mais rápido com alguns dos países que o solicitaram (Índia, Paquistão, Indonésia, Sri Lanka ou Bangladesh). No que diz respeito às implantações industriais no exterior, Canals que é além de mais presidente da empresa Pulligan, afirmou que Magrebe continua a ser a zona mais atraente para os fabricantes espanhóis. Marrocos conta já com 40 fábricas têxteis espanholas. Marrocos está aliás, «a um ou dois dias de camião dos centros de distribuição em Espanha». Canals mostrou-se ainda a favor de uma especialização geográfica da produção, de forma a que a produção com menos valor acrescentado se realize nos países em vias de desenvolvimento, mas debaixo de um restrito controlo dos fabricantes nacionais, que devem deter os serviços de desenho, marketing e investigação. Canals assinalou que em Espanha não se encontra mão-de-obra para determinadas tarefas têxteis e defendeu que parte da indústria produtora está situada em Magrebe. «O melhor favor que podemos fazer a Marrocos é investir lá», afirmou Joan Canals. Pelo contrário, o presidente do Conselho Intertêxtil assinalou que os países de leste da Europa, «estão distantes e têm barreiras idiomáticas». Na sua opinião, estes países assim como a Turquia, estão dentro da esfera de influência da Alemanha. Por outro lado, Canals afirmou que existem «sinais de recuperação» no mercado espanhol para os produtos têxteis. O sector têxtil espanhol emprega 277 900 pessoas e alcançou no ano passado uma produção de cerca de 14 milhões de euros, com uma ligeira queda de 0,2%. As importações aumentaram 10%, enquanto que as exportações cresceram 14%. O défice da balança comercial situou-se em 2 mil milhões de euros.