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Estudo revela debilidades e oportunidades no Sector Têxtil Português

Macrotendências para as indústrias têxtil, vestuário e moda até 2020, é o nome do livro da autoria de Daniel Agis, João Gouveia e Paulo Vaz, que revela algumas das fragilidades, mas também das possibilidades da ITV, e que será hoje apresentado no 4º Fórum da Indústria Têxtil, uma iniciativa da Associação Portuguesa das Indústrias de Malha e Confecção (APIM), noticia o jornal Público. Uma das conclusões chave que o Público aponta no livro é a da “existência de uma bacia têxtil que configure um ‘cluster’, visível para os operadores no sector e conhecido internacionalmente, constituirá um importante, senão mesmo decisivo, factor de sustentação para a sobrevivência das empresas”. Em declarações ao Público, Paulo Vaz, um dos autores do estudo, referiu que uma das mudanças esperadas na Indústria Têxtil e do Vestuário nacional é a aposta no têxteis técnicos e numa indústria de alto valor. Sem esta aposta, na opinião de Paulo Vaz, “Portugal nunca terá um sector têxtil tão forte como já teve”. Até porque “o valor acrescentado ‘per capita’ da ITV em Portugal é um dos mais baixos da Europa”. Na opinião do autor, o sector precisa urgentemente de continuar a “pensar internacional” e a estabelecer parcerias entre empresas complementares. E é neste ponto que o estudo lança algumas críticas, pondo em questão a capacidade de os “empresários e agentes económicos em Portugal se entenderem entre si e criarem sinergias”, pois só assim”será possível o surgimento de marcas portuguesas com projecção internacional”. Os autores concluíram ainda que a Europa “jamais poderá continuar a exportar artigos de vestuário de baixo custo”, pois “não poderá competir com a Ásia, onde os custos produtivos se manterão ainda baixos por muito tempo”.