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Estudo vai analisar o impacto das importações sobre o emprego

O Observatório do Emprego e da Formação Profissional (OEFP), composto por representantes do Governo e associações patronais e sindicais, está preocupado com o possível agravamento do desemprego nos sectores do têxtil e calçado, como resultado da concorrência das importações da China e Índia às empresas portuguesas.

A preocupação do observatório segue-se à divulgação dos dados do desemprego em Portugal, que apontam para a inscrição de mais de 56 mil pessoas nos centros de emprego e que atiram para mais de 483 mil o número de pessoas sem trabalho. Caldeira Dias escusou-se a comentar estes números, mas apelou para que sejam postas em marcha políticas de emprego dirigidas a amenizar «situações delicadas», como a dos licenciados, desemprego de longa duração, nos grandes centros urbanos e no interior do país.

O impacto que a liberalização do comércio internacional com a China poderá ter no aumento do desemprego será avaliado num estudo a lançar pelo observatório. Para já, estarão sob a mira da análise os sectores do têxtil e calçado mas, numa segunda fase, deverá alargar-se a outros sectores da economia portuguesa, considerados sensíveis.

«É importante saber o que há de novo nesta crise, em relação a crises anteriores, e que os responsáveis políticos estejam sensibilizados para esta nova fase da globalização», afirmou à Agência Lusa o presidente do Observatório, Mário Caldeira Dias, à margem do seminário “Trabalho e Emprego na Economia e na Sociedade Portuguesa”.