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ETC deixa 100 pessoas no desemprego

A Empresa Têxtil e Confecções (ETC), localizada em Esposende, fechou ontem as suas portas, deixando 100 trabalhadores no desemprego, noticiou o Público. Segundo Maria Amélia Pereira, operária na referida fábrica «Foi uma surpresa. Viemos de férias e começámos a trabalhar. Duas horas depois, o patrão mandou reunir todo o pessoal para dizer que a fábrica estava falida e que não trabalhava mais». Os trabalhadores não contavam com esta surpresa, pois «sempre nos pagaram a tempo e horas». Os proprietários da Empresa Têxtil e Confecção têm mais duas fábricas, mas segundo os mesmos não têm qualquer relação com a saúde financeira da ETC e que por isso não as irão encerrar. Uma situação que deixou os funcionários desconfiados quanto ao encerramento do seu local de trabalho. Na tarde de ontem os trabalhadores da ETC mantiveram-se à porta da fábrica, mas apenas as palavras de Manuel Gil, dirigente do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, foram ouvidas. O sindicalista disse que «a empresa não pode fechar as portas desta forma» até porque «não há uma declaração de falência determinada pelo tribunal», o que obriga a que «a empresa mantenha todas as responsabilidades para com os seus trabalhadores». O sindicato pediu ainda a intervenção da Inspecção Geral do Trabalho para que fosse tomada conta da ocorrência. Entretanto, a administração da ETC mostrou-se disponível para no próximo dia 28, reunir com os funcionários para que sejam emitidas as respectivas cartas de despedimento, documento que lhes permitirá receber o subsídio de desemprego. Para os trabalhadores esta decisão não é suficiente, exigindo saber porque é que a fábrica foi encerrada e caso não haja outra solução, receberem as indemnizações a que terão direito. No entanto, e segundo o jornal Público, a administração não estará na disponibilidade de pagar as indemnizações e irá optar por esperar pela venda das instalações em hasta pública.